Contenção ortodôntica fixa superior

Contenção ortodôntica fixa superior é um recurso ainda pouco usado pelos ortodontistas. Mas quando bem indicada, pode ser muito útil para manter o resultado do tratamento.

Cada vez mais os pacientes demonstram interesse pela contenção fixa superior. Seja pela praticidade ou pela eficácia em manter a posição dos dentes, devemos considerar essa alternativa.

O uso desse tipo de contenção traz vantagens e desvantagens para quem concluiu seu tratamento ortodôntico, e é sobre isso que vamos falar nesse post.

Contenção ortodôntica fixa superior estendida até pré-molares

Contenção ortodôntica fixa superior estendida até pré-molares

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Aparelho auto-ligado produz o mesmo efeito da disjunção palatina?

Uma dúvida recorrente entre os usuários do nosso Blog é se o aparelho auto-ligado produz o mesmo efeito da disjunção palatina.

Vamos começar falando um pouco de cada uma das alternativas. Se você tiver curiosidade para conhecer mais sobre cada assunto, basta clicar nos links para os posts específicos.

A disjunção palatina ou expansão rápida de maxila (ERM) é um recurso da ortodontia para aumentar a largura da arcada superior. Com isso obtemos mais espaço para acomodar dentes apinhados, descruzar mordidas, etc.

A ERM é feita através de aparelhos expansores que se acomodam ao palato e são fixados aos dentes superiores. No link acima você encontrará um artigo completo sobre o assunto.

Os aparelhos auto-ligados se caracterizam pelo uso de brackets que prendem o arco sem a necessidade de ligaduras elásticas.

Estes brackets combinados com “arcos inteligentes” (feitos com ligas metálicas especiais) criam um sistema de forças com menos atrito.

Alguns fabricantes de sistemas auto-ligados costumam divulgar que estes aparelhos são capazes de produzir expansões na maxila comparáveis às que alcançamos com disjuntores palatinos.

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Fechar diastema central com aparelho ou resina?

Fechar diastema central é uma necessidade estética para muitas pessoas que não gostam dos seus dentes separados.

As opções de tratamentos para resolver este problema estético são:

  1. Fechar diastema com movimentação ortodôntica;
  2. Fechar diastema com materiais restauradores;
  3. Combinar as duas técnicas.

A forma escolhida para fechar o diastema vai depender de diversos fatores relacionados à origem do espaçamento entre os incisivos centrais.

Fechar diastema com aparelho ortodôntico

Normalmente o que provoca a separação entre os incisivos centrais é a movimentação destes dentes. Por isso, trazê-los de volta para a posição correta pode ser uma boa ideia.

  • Vantagem: Os dentes são mantidos em seu estado natural, sem restaurações que podem mudar de cor, quebrar ou infiltrar no futuro.
  • Vantagem: Se o paciente tiver outros problemas ortodônticos, estes serão resolvidos simultaneamente, durante o tratamento com aparelho.
  • Desvantagem: A ortodontia é um processo mais lento que o fechamento realizado através de restaurações estéticas.

Apesar da movimentação ortodôntica ser muito eficiente, nem sempre o fechamento do diastema se dá simplesmente puxando um dente na direção do outro.

É importante compreender o que provocou a separação. Fazendo um diagnóstico criterioso do caso.

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Contenção ortodôntica fixa

A contenção ortodôntica fixa tem a função de manter os dentes em posição após a retirada do aparelho ortodôntico.

Os dentes anteriores da arcada inferior costumam sair da posição com certa facilidade. Por isso, o uso de contenção fixa inferior é padrão para a maioria dos ortodontistas.

A contenção é feita com um fio de aço bem fino colado nas faces linguais dos dentes, ou seja, nas faces internas.

Assim, temos a certeza de que nenhum dente sairá da posição e ao mesmo tempo, o dispositivo fica totalmente invisível.

Existe a opção de trabalhar com a contenção reta ou com a higiênica. Cada uma tem as suas vantagens.

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Invisalign attachments – como funciona?

Invisalign são de alinhadores sequenciais transparentes e personalizados que movimentam os dentes gradativamente para a posição correta de acordo com o planejamento do ortodontista.

Temos um post aqui no Blog explicando em detalhes como o invisalign funciona.

Invisalign attachments

A maioria das pessoas não sabe que o invisalign precisa de pontos de apoio adicionais em alguns casos. Estes pontos de apoio são os invisalign attachments, pequenas aplicações de resina que são feitas nos dentes para otimizar o funcionamento dos alinhadores.

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Disjunção palatina – Fechamento do diastema com resina restauradora

fechamento de diastema após disjunção palatina

O diastema central que é criado durante a disjunção palatina (ou expansão rápida de maxila) é um problema estético para a maioria das pessoas que passa por este procedimento.

E como na disjunção ocorre a ruptura da sutura palatina, não é recomendável que o ortodontista tente fechar este diastema rapidamente pois os dentes precisariam ser puxados para o centro, exatamente sobre a sutura rompida, onde não há osso.

Esta movimentação poderia criar problemas para as raízes destes dentes além de retrações e defeitos no desenho das gengivas.

É necessário aguardar alguns meses para que o osso se forme naquela região e o espaço então pode ser fechado sem dificuldade.

Mas como resolver o problema estético do diastema central (relacionado à disjunção palatina) enquanto os dentes não podem ser movimentados para fechá-lo?

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Ligaduras ortodônticas estéticas que não amarelam

Uma boa notícia para quem usa aparelho ortodôntico estético de porcelana ou de safira são as ligaduras ortodônticas que não amarelam.

Já temos no mercado ligaduras ortodônticas estéticas (as borrachinhas transparentes) com ótima estabilidade de cor, ou seja, que não ficam amareladas com o tempo. Pelo menos, não em poucos dias.

ligaduras ortodônticas estéticas

ligaduras ortodônticas estéticas

Esta ligadura ortodôntica da marca Ortho Technology recebe o nome de “Pearl Blue (Pérola Azul) por que é ligeiramente azulada como vocês podem ver nas imagens.

É verdade que no momento em que são colocadas, estas ligaduras ortodônticas continuam com uma tonalidade azulada. Isso me deixou um pouco incomodado inicialmente pois achei que ficaria assim até a consulta de retorno.

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Desgastes interproximais no tratamento ortodôntico

Desgastes interproximais e a sua aplicação nos tratamentos ortodônticos

Olá amigos do Ortodontista.net,

Recebi recentemente uma pergunta sobre a segurança de se fazer desgastes interproximais com o objetivo de reduzir a largura dos dentes para o alinhamento das arcadas.

Este procedimento pode ser chamado de “desgastes interproximais“, “slice” ou “strip” e é largamente usado na ortodontia atualmente.

Quando é indicado fazer desgastes interproximais?

Desgastes interproximais são indicados quando a falta de espaço na arcada não é tão grande que justifique extrações dentárias. Em vez de extrair dois pré-molares e criar um espaço de 8 mm de cada lado, pode-se reduzir a largura de alguns dentes obtendo dois a três milímetros, por exemplo.

Este recurso também é usado quando os dentes apresentam um formato muito triangular, o que pode criar uma instabilidade no resultado do tratamento. Nestes casos os desgastes interproximais vão aumentar a estabilidade do resultado.

Existem ainda diversas outras situações onde o ortodontista pode usar desgastes interproximais, mas vamos nos concentrar em como se faz o procedimento.

Como são feitos os desgastes interproximais?

Dois fatores são muito importantes em relação aos desgastes. Em primeiro lugar, que a indicação seja correta. Em segundo lugar, que o desgaste seja realizado com bastante cuidado para evitar danificar o dente.

O desgaste pode ser feito com tiras de lixa manualmente, o que leva mais tempo, mas é mais seguro por ser um processo lento.

Esta técnica com tiras de lixa de aço é mais usada em dentes anteriores.

Também podemos usar discos de lixa acionados por motor que permitem um desgaste mais rápido. Neste caso é necessário um cuidado redobrado pois um movimento em falso pode desgastar o dente de forma errada.

O desgaste com disco também é mais indicado para dentes anteriores.

Nos dentes posteriores é necessário um cuidado maior ao desgastar para que não se perca a convexidade das paredes.

A técnica usada nesses casos é chamada de recontorno ou reanatomização.

O desgaste é feito com motor de alta rotação e brocas bem finas. É ainda mais difícil. O recomendado é que se use separadores alguns dias antes, para criar espaço entre os dentes.

Os separadores são usados da mesma forma que na confecção de bandas ortodônticas assim evita-se danos aos dentes vizinhos.

Quanto à quantidade de desgaste, podemos dizer que é fundamental que o esmalte não seja totalmente removido.

A expessura do esmalte pode variar um pouco de uma pessoa para outra e de um dente para outro, mas podemos considerar que 0,25 mm é uma quantidade de desgaste segura para cada face do dente na maioria dos casos.

Também é indicado o uso de discos de lixa ultra-finos ou tiras de lixa de poliéster para acabamento afim de reduzir as rugosidades produzidas nas faces desgastadas. Este cuidado reduz o risco de cárie por acúmulo de placa bacteriana.

Quais os riscos de se fazer esses desgastes interproximais?

O primeiro risco que devemos observar é a indicação errada.

Mesmo que a técnica do desgaste seja aplicada corretamente, é necessário que haja a indicação.

Se, por exemplo, o caso é para extrações e o ortodontista decide fazer desgastes, que vão criar menos espaço, o resultado não será alcançado.

Então é preciso estar certo que que o desgaste é realmente a melhor opção para o caso.

Uma vez que a indicação esteja correta, passamos à parte técnica.

Um risco é alterar a anatomia do dente de forma errada. Além de comprometer a estética, pode lavar à impacção de alimentos (nos dentes posteriores), predisposição à cáries ou inflamação gengival.

O segundo risco é o desgaste exagerado, que pode levar à sensibilidade dentinária.

Mas, se tudo for feito corretamente, é possível obter espaço extra sem criar sensibilidade, aumentar o risco de cáries ou estragar a anatomia do dente.

Concluindo, este é um procedimento eficaz e seguro quando os limtes são respeitados e vem sendo usado cada vez mais pelos ortodontistas com resultados positivos.

Um abraço,

Dr. Andre Moreira

Novo Arco estético

Com a procura cada vez maior por aparelhos ortodônticos estéticos como os de porcelana e safira, os fabricantes têm investido muito no desenvolvimento de um arco ortodôntico que apresente estética compatível com a destes brackets.

Recentemente foram lançados arcos translúcidos, muito bonitos.

Diferente dos arcos estéticos antigos que eram metálicos e pintados de branco, o que não ajudava muito na questão estética, estes novos arcos são fabricados com fibra de vidro e carbono e são realmente translúcidos apresentando um resultado superior.

O problema é que funcionalmente ainda não oferecem os mesmos resultados dos arcos metálicos.

O que eu pude observar foi uma tendência a quebras muito alta e pouca flexibilidade para fazer a movimentação dentária.

Acredito que ainda vamos ter que esperar um pouco mais para ter arcos ortodônticos realmente estéticos.

E como os arcos metálicos recobertos com tinta branca aumentam o atrito no aparelho e descascam com muita facilidade, eu ainda continuo optando pelos tradicionais.

Apesar de não serem ainda muito discretos, funcionam perfeitamente na movimentação ortodôntica, principalmente quando combinados com brackets de safira que têm um atrito tão baixo quanto os metálicos.

Como o assunto é estética, é sempre bom lembrar que os brackets de porcelana e safira não escurecem durante o tratamento. O que dá aquela aparência amarelada ao aparelho são as borrachinhas antigas que, por serem transparentes, pigmentam com muita facilidade quando consumimos alimentos mais escuros como café, vinho, etc.

A solução é a troca destas ligaduras com maior frequência para manter a estética do aparelho.
Outra opção é o uso de ligaduras ortodônticas estéticas que não amarelam. Estas borrachinhas já existem e resistem muito mais à pigmentação podendo ficar até um mês na boca sem comprometer a aparência do aparelho.