Aparelho Móvel

Aparelho Móvel

Aparelhos ortodônticos podem ser fixos ou removíveis. Isso todo mundo sabe.

Aparelho Móvel

Mas ainda existe uma certa confusão em relação aos aparelhos móveis que eu gostaria de ajudar a desfazer neste artigo com muitas fotos dos diversos tipos de aparelho.

Nem todo aparelho móvel é igual.

Placa de contenção e o tratamento ortodôntico

Placa de contenção é o aparelho móvel usado depois que remove-se o aparelho ortodôntico fixo.

O objetivo de placa de contenção é ajudar a manter o resultado do tratamento ortodôntico estável.

É importante deixar claro que a estabilidade do resultado não depende apenas do uso de um aparelho móvel. Existem outros fatores importantes nesse processo.

Aparelho móvel - contenção ortodôntica

Aparelho móvel – contenção ortodôntica

Como manter o resultado do tratamento ortodôntico estável

Primeiramente, um dos aspectos mais importantes é o correto posicionamento dos dentes ao final do tratamento.

Dentes bem posicionados, com inclinações adequadas, vão proporcionar a correta engrenagem entre as duas arcadas.

Boa engrenagem significa uma mastigação funcional. Ou seja, as forças da mastigação não atuam de forma a deslocar os dentes da sua posição ideal.

Uma vez que as questões estética e funcional estejam resolvidas, o ortodontista deve iniciar a fase de contenção do tratamento, ainda com o aparelho fixo.

Fase de contenção com o aparelho fixo

Antes de retirar o aparelho fixo e entregar uma placa de contenção para o paciente, o ortodontista inicia a fase de contenção.

Essa etapa do tratamento é essencial. Consiste em manter o aparelho fixo sem ativação por um período que pode variar de quatro a seis meses.

Isso pode gerar alguma confusão, pois o termo “contenção” se aplica tanto à esta fase do tratamento, quanto à própria placa de contenção.

Recapitulando: A contenção do tratamento ortodôntico se inicia nessa fase em que o aparelho fixo é mantido na boca por alguns meses, sem ser ativado.

Isso vai permitir que o osso se restabeleça em torno das raízes dos dentes, deixando-os mais firmes.

Quem já usou aparelho conhece a sensação de sentir os dentes com mobilidade.

Essa mobilidade é sinal de que o osso está afastado das raízes dos dentes.

Manter o aparelho “parado” é como fazer uma imobilização de uma fratura: É preciso imobilizar para que o novo osso se forme.

Feito isso, o momento da remoção do aparelho será confortável para o paciente. Com os dentes bem firmes, o ato de retirar o bracket não provoca dor.

Por outro lado, se os dentes estiverem com mobilidade, haverá desconforto. Podemos ter a sensação de que o dente vai sair junto do aparelho.

Aparelho móvel - placa de contenção removível

Aparelho móvel – placa de contenção removível

Placa de contenção

Após esse período de espera, com o aparelho desativado, o osso estará formado. O aparelho fixo pode ser removido com tranquilidade.

Nesse momento entra em cena a placa de contenção.

O paciente deve ser moldado sem o aparelho fixo para a confecção da placa de contenção.

A placa deve ser entregue no menor prazo possível, para evitar que algum dente saia da posição, mesmo que apenas um pouco.

Sim, essa instabilidade pode ocorrer e não vale a pena arriscar perder nem mesmo uma fração do resultado alcançado. Todo cuidado é pouco.

A placa de contenção deverá ser usada segundo a orientação do ortodontista.

O profissional pode pedir o uso apenas noturno ou aumentar esse período, de acordo com a necessidade de cada caso.

Além de conter eventuais instabilidades, a placa de contenção vai servir como um “gabarito” do resultado final.

O paciente vai perceber se algum dente está com tendência a se movimentar.

Isso ocorre pela percepção de pressão em um ou mais dentes.

Quando o paciente coloca a placa e sente uma pressão diferente, esse já é o sinal de que alguma coisa está fora do normal.

Nesse caso será preciso entrar em contato com o ortodontista para identificar o problema.

É essa a maneira mais fácil de assegurar o resultado do tratamento ortodôntico.

Os dentes não vão ficar na posição só por que estão bonitos. O ortodontista e o paciente precisam trabalhar juntos para manter o resultado. E a placa de contenção é uma ótima ferramenta para isso.

Como escolher seu ortodontista?

Ortodontista. Como escolher o seu?

Esta é uma pergunta que pode ser difícil de responder, por isso elaborei um guia para aqueles que estão totalmente perdidos na tarefa de escolher o ortodontista certo para tratar seus dentes.

Dez dicas para escolher seu ortodontista:

10 dicas para escolher seu ortodontista

O ortodontista é registrado no CRO?

Dica nº 1: Procure saber se o profissional é registrado no CRO (Conselho Regional de Odontologia) do estado. Isso pode ser feito pelo nome, pelo número do CRO do dentista ou pela especialidade diretamente no site do Conselho. Este cuidado vai ao menos garantir que o profissional escolhido fez um curso de especialização aprovado pelo CRO. Dentistas que não são especialistas são autorizados a executar tratamentos ortodônticos, mas você tem o direito de saber detalhes sobre a formação do profissional.

O ortodontista é acessível?

Dica nº 2: Converse bastante com o ortodontista antes de iniciar o tratamento. Certifique-se que ele está sempre disponível para tirar suas dúvidas por que certamente elas surgirão. Se o profissional responde com clareza as suas dúvidas na primeira consulta já é um bom começo.

Por outro lado, um profissional impaciente, que encerra a consulta prematuramente, que não mostra prazer em dar explicações e não gosta de responder à mesma pergunta mais de uma vez, não deveria estar trabalhando como ortodontista, pois manter o paciente bem informado e tranquilo também é parte do trabalho.

E se houver uma emergência com o aparelho?

Dica nº3: Verifique se o profissional é acessível pelo celular em caso de emergências. Eventualmente você pode ter contratempos como brackets soltos ou bandas mal adaptadas que podem incomodar e até mesmo machucar. Nestas horas é fundamental encontrar seu ortodontista com facilidade.

Como é definido o prazo do tratamento ortodôntico?

Dica nº4: O prazo do tratamento é uma informação importantíssima que deve ser tratada de forma direta e transparente. Até por que pode impactar diretamente o valor total a ser pago pelo cliente.

Alguns profissionais trabalham com prazo fechado definindo o número de mensalidades a serem pagas no início do tratamento.

Esta é uma opção que dá ao cliente a segurança de quanto vai pagar efetivamente mesmo que haja algum atraso na parte técnica. Ou seja, protege o cliente do risco de perdas.

Propostas de tratamento em que o cliente fica pagando até o final (sem definição prévia do número de mensalidades) não são necessariamente ruins. Mas é interessante saber com clareza que forma de cobrança será aplicada no seu tratamento para evitar surpresas no final.

Seu ortodontista vai cuidar de você até o final?

Dica nº5: Pergunte de forma clara e direta se o ortodontista tem planos para mudar de clínica e se isso pode acontecer durante o seu tratamento.

Uma das piores coisas que podem acontecer é ficar “órfão” do seu ortodontista e ter um outro profissional assumindo o seu caso sem ter participado do planejamento e da tomada de decisões.

Como a opinião de cada ortodontista pode ser diferente, você pode acabar precisando continuar o tratamento com um profissional que não concorda com o planejamento anterior.

Isso pode ser bastante complicado, pois o ortodontista não se comprometeu com você no início do tratamento e não haverá como cobrar dele a continuidade do que foi planejado por outro profissional.

Imagine se você extraísse os pré-molares seguindo a recomendação do primeiro ortodontista e depois o segundo profissional afirmasse que o tratamento deveria ter sido sem extrações? O que fazer nesta situação?

Se você decidir iniciar o tratamento mesmo sabendo que o ortodontista pretende mudar de clínica (por que sentiu muita segurança no profissional, por exemplo), certifique-se de que ao menos você vai poder segui-lo para onde ele for.

Você será atendido sempre pelo mesmo ortodontista?

Dica nº6: Informe-se se o seu atendimento será sempre realizado pelo mesmo profissional ou se você será atendido por uma equipe.

O atendimento em equipe não é necessariamente um problema, ou seja, clínicas em que o paciente é atendido por diversos profissionais podem produzir tratamentos ortodônticos com ótimos resultados.

Mas é preciso haver muita organização no acompanhamento clínico. Fichas completas com o histórico do tratamento e cada procedimento realizado, são fundamentais para que um profissional dê continuidade ao que foi feito por outro.

Na verdade, quando o ortodontista trabalha sozinho também precisa ter o mesmo nível de organização. Mas a desorganização costuma criar muito mais problemas quando existem diversos profissionais envolvidos.

O cliente tem o direito e o dever de perguntar sobre este detalhe e ter uma resposta clara.

Você pode preferir ser tratado sempre pelo mesmo profissional, então tem que saber se é isso o que vai acontecer no seu tratamento.

Se você concorda em ser atendido por uma equipe, certifique-se de que há organização suficiente na clínica para que todos os profissionais possam trabalhar em sinergia.

Quanto vai custar o tratamento ortodôntico afinal?

Dica nº7: Informe-se sobre todos os detalhes financeiros antes de qualquer coisa.

Eis algumas perguntas que se forem feitas no início podem evitar aborrecimentos:

O aparelho de contenção será cobrado no final?

Brackets perdidos devem ser pagos pelo cliente?

Em tratamentos com aparelhos móveis, a troca regular do aparelho é cobrada? E a perda ou quebra do mesmo? Quais os valores?

As mensalidades serão reajustadas? Qual o índice?

O prazo do tratamento é fechado ou vou ficar pagando até terminar o tratamento?

Consultas extras serão cobradas? Há limite para o número de consultas que posso fazer em um mês?

Se eu não for atendido em determinado mês, terei que pagar a mensalidade?

Existe multa caso eu queira interromper o tratamento? E neste caso, posso retirar minha documentação ortodôntica?

O tratamento tem algum tipo de garantia de resultado? Por quanto tempo? Como funciona?

Estas são perguntas simples e diretas que qualquer profissional pode responder com clareza na primeira consulta. Como cliente você tem o dever de se informar antes de decidir iniciar o tratamento.

Então, use bem o tempo da primeira consulta e inicie o seu tratamento ortodôntico com o pé direito, ok?

Qual o preço justo para um tratamento ortodôntico?

Dica nº8: Não procure apenas pelos tratamentos mais baratos. O preço é muito importante, mas não pode ser o único parâmetro a ser considerado neste momento.

Lembre-se que o profissional precisa investir em cursos, livros e congressos para se atualizar. Além disso, precisa ter tempo disponível para dedicar a estas atividades e também para estudar cada caso e planejar todos os passos de cada tratamento.

Se o profissional atende um volume muito grande de pacientes que pagam muito pouco, o tempo livre para estudar pode ficar comprometido e os recursos financeiros para investimento na formação também.

Por isso, na hora de escolher seu ortodontista, tente sempre unir a confiabilidade a uma boa proposta financeira.

Haverá pontualidade no atendimento ortodôntico?

Dica nº9: Clínicas onde o volume de clientes é muito grande e o atendimento é realizado muito rapidamente precisam ser extremamente organizadas para que não se comprometa a qualidade do atendimento.

Se você notar que as pessoas são atendidas muito rapidamente, a sala de espera vive lotada e atrasos no atendimento são frequentes, fique atento pois pode ser que não haja tempo disponível para o que se dê a devida atenção a cada cliente.

É muito difícil alcançar bons resultados quando o ortodontista está sempre atrasado. Nestas condições é comum o adiamento de procedimentos importantes como colagens, troca de arcos e reparos no aparelho. E estes adiamentos acabam comprometendo o prazo do tratamento.

Observe estes detalhes atentamente antes de decidir onde e com quem fazer o sua correção ortodôntica.

Posso fazer muitas perguntas ao ortodontista?

Dica nº10: Pergunte, pergunte e pergunte. É seu direito ter dúvidas sobre o tratamento e o aparelho, e dever do ortodontista responder de maneira clara e objetiva até que o cliente se sinta seguro para prosseguir.

Não se preocupe em parecer chato. É o seu sorriso que está em jogo.

A primeira consulta é a oportunidade ideal para tirar todas as suas dúvidas.

Espero que vocês possam usar estas informações para encontrar um ortodontista dedicado e comprometido com os resultados. Existem ótimos profissionais em todas as cidades brasileiras, é só procurar da maneira certa.

Qual a idade ideal para iniciar o tratamento de crianças?

Qual é a idade certa para iniciar o tratamento ortodôntico de crianças?

Esta é uma pergunta que gera alguma polêmica pois nem todos os ortodontistas vêem a questão da mesma maneira.

Alguns ortodontistas consideram que um tratamento precoce (entre seis e oito anos) com aparelhos móveis (Ortopedia Funcional dos Maxilares) acaba ficando muito longo desnecessariamente e vêem os tratamentos mais tardios com aparelhos ortopédicos (propulsores mandibulares e aparelhos extra-bucais) associados a ortodontia fixa, como uma alternativa mais eficaz. …Continue lendo…