Como o aparelho fixo é colado nos dentes?

Como começa o tratamento ortodôntico

Como começa o tratamento ortodôntico


Como se inicia um tratamento ortodôntico?

Às vezes queremos fazer um determinado tratamento mas não sabemos nem por onde começar.

E isso pode atrasar a decisão de procurar um especialista.

No caso do tratamento ortodôntico com aparelho fixo, a primeira coisa a fazer é escolher seu ortodontista. Para ajudar você nessa tarefa, temos o post com as 10 dicas para escolher seu ortodontista.

Para escolher seu ortodontista, você precisa ter um contato com o profissional através da consulta de avaliação. Esse é o momento de fazer todas as perguntas que você achar importantes.

Pode ser que você tenha que se consultar com vários profissionais até encontrar o ortodontista que realmente combina com você.

Consulta de avaliação ortodôntica

A consulta de avaliação inicial é o momento de conhecer e avaliar o ortodontista que vai fazer o seu tratamento.

É importante tirar todas as suas dúvidas sobre o seu caso e conhecer as opções de aparelhos fixo para você.

É preciso entender se haverão procedimentos adicionais como extrações ou desgastes, saber o prazo para a correção e todos os valores envolvidos.

Eventualmente essas informações podem mudar depois do estudo do caso, mas normalmente já é possível ter uma ideia aproximada de como será o tratamento.

Nessa consulta de avaliação alguns ortodontistas fotografam o paciente para visualizar melhor o problema e poder explicar também de forma mais eficiente o que está ocorrendo.

Outros profissionais preferem pedir as fotos junto com as radiografias e os modelos das arcadas.

De qualquer forma, todo esse material deverá ser analisado pelo ortodontista para diagnosticar o caso.

Estudo do caso, diagnóstico e planejamento

De posse de todos os exames, o ortodontista vai estudar o caso e definir quais são os problemas ortodônticos que precisam ser tratados.

Nessa etapa será avaliado se existem problemas na estrutura óssea, assimetrias faciais, falta de dentes, apinhamentos, alterações na mordida, etc.

Quando tudo isso for definido, o ortodontista tem um diagnóstico, ou seja, ele sabe qual é o problema.

Então, passamos para o planejamento do caso.

Nessa fase serão definidos todos os procedimentos necessários, o tipo de aparelho fixo que deve ser usado, eventuais aparelhos auxiliares, etc.

Também será definido o tempo necessário para que tudo seja concluído e definido se algum problema pode não ser completamente resolvido.

Com o planejamento finalizado, chega o momento do ortodontista explicar ao cliente como pretende fazer a sua correção.

Essa é uma segunda consulta, onde você deve estar bem atento aos detalhes que envolvem o seu tratamento.

Se você entender tudo o que foi explicado e concordar, pode-se passar adiante para marcar a consulta de colagem do aparelho fixo.

Colagem do aparelho fixo

O que marca o início do tratamento ortodôntico é a colagem do aparelho fixo.

É neste dia que nós sentimos que realmente começamos o tratamento. Os dentes ficam doloridos, descobrimos como a comida gruda no aparelho e como a cera ortodôntica pode ser salvadora.

Mas também é neste dia que sentimos ter dado o primeiro passo para ter um sorriso mais bonito, para nos livrarmos daquele dente que estraga nossas fotos ou daquele diastema que parece chamar a atenção de todo mundo.

O processo de colagem do aparelho fixo é relativamente simples e não dói nada.

Inicialmente os dentes são condicionados com um ácido, que prepara a superfície do esmalte para o adesivo. É um procedimento que não compromete a saúde e resistência dos dentes.

Depois de condicionado, o dente recebe a aplicação de um adesivo líquido e então o bracket é colocado na posição com um pouco de resina na sua base.

Por fim, a resina é polimerizada com luz alógena (aquela luz azul) e o bracket está colado.

Esse processo se repete para cada dente até que toda a arcada esteja colada.

Então,o arco pode ser colocado e a movimentação ortodôntica começa.

Essa descrição é de uma colagem direta, que é a mais comum em ortodontia. Mas há a alternativa de se fazer uma colagem indireta dos brackets. Nessa técnica o aparelho é montado primeiro no modelo do paciente para depois ser transferido para a boca.

É assim que começa o tratamento ortodôntico com o aparelho fixo.

Se o seu está começando agora, desejo-lhe tudo de bom!

Um abraço!

Dr. Andre Moreira

Aparelho Ortodontico no Facebook

Olá Pessoal!

Finalmente estamos inaugurando nossa página no Facebook!

Agora vocês vão poder acessar todos os vídeos do YouTube, as imagens do Flickr, as atualizações do Twitter, o conteúdo do blog e ainda conversar comigo e tirar dúvidas diretamente no FaceBook.

Vocês podem curtir aqui no blog mesmo clicando no botão lá no canto direito ou nesta imagem aqui em cima.

Continuamos trabalhando para oferecer cada vez mais canais de comunicação levando para vocês o que há de mais moderno e estético na ortodontia mundial.

Estarei esperando por vocês.

Um forte abraço,

Dr. Andre Moreira

Aparelho lingual auto ligado – mecânica e estética de ponta

Aparelho lingual auto ligado é a associação da estética perfeita com a mecânica otimizada.

Para quem ainda não conhece, a ortodontia lingual é a técnica de correção ortodôntica que usa os brackets colados por trás dos dentes. Na face conhecida como face lingual. Assim, o aparelho fica totalmente imperceptível.

Os brackets auto-ligados são uma tendência na ortodontia e têm a característica de não precisar das ligaduras elásticas para prender o arco aos brackets.

Nos aparelhos auto-ligados, os brackets têm dispositivos como tampas ou travas que permitem a fixação do arco ortodôntico.

A união da estética com a funcionalidade: Aparelho lingual auto ligado

Estas duas características (ser colado pela face lingual e ser auto-ligado) foram unidas em um bracket desenvolvido pela GAC, uma fabricante multinacional de material ortodôntico e o resultado é o In-ovation L.

Na imagem abaixo podemos ver como além de ser inovador também é um bracket muito pequeno:

Aparelho lingual In-Ovation L

Aparelho lingual In-Ovation L

Minha opinião sobre o aparelho lingual auto ligado

Venho usando estes brackets desde Janeiro de 2012 e estou muito satisfeito com os resultados.

Os pacientes se adaptam ao aparelho lingual auto ligado com bastante facilidade.

Trabalho com ortodontia lingual desde 2004 com os brackets da ORMCO (O da sétima geração e o STb), que são ótimos aparelhos.

Mas estou gostando muito desta nova opção e tenho usado em todos os clientes que me procuram para fazer o tratamento com ortodontia lingual.

Além de ser confortável, é bem mais fácil escovar os dentes por que são as ligaduras elásticas, ausentes neste aparelho, que retêm mais placa bacteriana.

E não podemos esquecer que a escovação correta é fundamental em qualquer tratamento ortodôntico, mas é ainda mais importante quando se usa aparelho ortodôntico lingual, já que o aparelho fica escondido, dificultando a visualização na hora da higiene.

Nesta imagem do In-Ovation L em detalhe (retirada do site da empresa) podemos observar a tampa (ou clip) que prende o arco ao bracket:

bracket in-ovation L

bracket in-ovation L

É um mecanismo altamente delicado, mas que funciona extremamente bem, proporcionando um tratamento com menos atrito entre o arco e os brackets.

Por consequência, há menor necessidade de força para movimentar os dentes.

Além disso a consulta de manutenção é bem mais simples sem a necessidade de trocar as ligaduras elásticas.

Isso dá mais tempo para o ortodontista observar outros detalhes importantes do tratamento ortodôntico.

Bem, é isso aí pessoal. A ortodontia lingual não para de evoluir tecnologicamente.

Os investimentos das empresas são altíssimos no desenvolvimento de aparelhos cada vez mais eficientes. E vocês ficam sabendo de tudo aqui no Blog do ortodontista.net.

Visite o ortodontista.net para saber mais sobre o aparelho ortodôntico lingual.

Abraços,

Dr. Andre Moreira

Desgastes interproximais no tratamento ortodôntico

Desgastes interproximais e a sua aplicação nos tratamentos ortodônticos

Olá amigos do Ortodontista.net,

Recebi recentemente uma pergunta sobre a segurança de se fazer desgastes interproximais com o objetivo de reduzir a largura dos dentes para o alinhamento das arcadas.

Este procedimento pode ser chamado de “desgastes interproximais“, “slice” ou “strip” e é largamente usado na ortodontia atualmente.

Quando é indicado fazer desgastes interproximais?

Desgastes interproximais são indicados quando a falta de espaço na arcada não é tão grande que justifique extrações dentárias. Em vez de extrair dois pré-molares e criar um espaço de 8 mm de cada lado, pode-se reduzir a largura de alguns dentes obtendo dois a três milímetros, por exemplo.

Este recurso também é usado quando os dentes apresentam um formato muito triangular, o que pode criar uma instabilidade no resultado do tratamento. Nestes casos os desgastes interproximais vão aumentar a estabilidade do resultado.

Existem ainda diversas outras situações onde o ortodontista pode usar desgastes interproximais, mas vamos nos concentrar em como se faz o procedimento.

Como são feitos os desgastes interproximais?

Dois fatores são muito importantes em relação aos desgastes. Em primeiro lugar, que a indicação seja correta. Em segundo lugar, que o desgaste seja realizado com bastante cuidado para evitar danificar o dente.

O desgaste pode ser feito com tiras de lixa manualmente, o que leva mais tempo, mas é mais seguro por ser um processo lento.

Esta técnica com tiras de lixa de aço é mais usada em dentes anteriores.

Também podemos usar discos de lixa acionados por motor que permitem um desgaste mais rápido. Neste caso é necessário um cuidado redobrado pois um movimento em falso pode desgastar o dente de forma errada.

O desgaste com disco também é mais indicado para dentes anteriores.

Nos dentes posteriores é necessário um cuidado maior ao desgastar para que não se perca a convexidade das paredes.

A técnica usada nesses casos é chamada de recontorno ou reanatomização.

O desgaste é feito com motor de alta rotação e brocas bem finas. É ainda mais difícil. O recomendado é que se use separadores alguns dias antes, para criar espaço entre os dentes.

Os separadores são usados da mesma forma que na confecção de bandas ortodônticas assim evita-se danos aos dentes vizinhos.

Quanto à quantidade de desgaste, podemos dizer que é fundamental que o esmalte não seja totalmente removido.

A expessura do esmalte pode variar um pouco de uma pessoa para outra e de um dente para outro, mas podemos considerar que 0,25 mm é uma quantidade de desgaste segura para cada face do dente na maioria dos casos.

Também é indicado o uso de discos de lixa ultra-finos ou tiras de lixa de poliéster para acabamento afim de reduzir as rugosidades produzidas nas faces desgastadas. Este cuidado reduz o risco de cárie por acúmulo de placa bacteriana.

Quais os riscos de se fazer esses desgastes interproximais?

O primeiro risco que devemos observar é a indicação errada.

Mesmo que a técnica do desgaste seja aplicada corretamente, é necessário que haja a indicação.

Se, por exemplo, o caso é para extrações e o ortodontista decide fazer desgastes, que vão criar menos espaço, o resultado não será alcançado.

Então é preciso estar certo que que o desgaste é realmente a melhor opção para o caso.

Uma vez que a indicação esteja correta, passamos à parte técnica.

Um risco é alterar a anatomia do dente de forma errada. Além de comprometer a estética, pode lavar à impacção de alimentos (nos dentes posteriores), predisposição à cáries ou inflamação gengival.

O segundo risco é o desgaste exagerado, que pode levar à sensibilidade dentinária.

Mas, se tudo for feito corretamente, é possível obter espaço extra sem criar sensibilidade, aumentar o risco de cáries ou estragar a anatomia do dente.

Concluindo, este é um procedimento eficaz e seguro quando os limtes são respeitados e vem sendo usado cada vez mais pelos ortodontistas com resultados positivos.

Um abraço,

Dr. Andre Moreira

Por que você não deve faltar às consultas

Eventualmente acontece de um cliente deixar de comparecer às consultas do tratamento ortodôntico.

Os motivos para isso acontecer variam: Algumas vezes o cliente pode achar que o ortodontista está só trocando as borrachinhas e que não há mal em sumir por alguns meses.

Existe também a situação em que o cliente passa por problemas financeiros e na impossibilidade de pagar deixa de ir ao consultório.

Outras vezes pode ser a falta de motivação para continuar o tratamento. Ou por que o resultado está demorando, ou por que não está ficando bom.

Independente do motivo, nunca vale a pena desaparecer, abandonar o tratamento. Mesmo que seja por apenas alguns meses.

Se o problema for de ordem financeira o ideal é conversar abertamente com o ortodontista e pedir um prazo para normalizar a situação. Se você já está no tratamento a algum tempo e sempre pagou em dia, dificilmente o ortodontista vai se negar a negociar.

Mas se o problema financeiro não tiver prazo para acabar o melhor é pedir para o seu ortodontista remover o aparelho e voltar a tratar quando a situação estiver melhor. Mas nunca fique com aparelho e sem ortodontista, é arriscado demais.

Se você estiver achando que seu ortodontista só fica trocando as borrachinhas sem fazer mais nada no aparelho, questione.

Como eu sempre recomendo, você deve conversar e perguntar educadamente tudo o que precisa para se sentir seguro no tratamento. Desaparecer por que o dentista está “enrolando” não é uma opção. Ou você faz o tratamento ou remove o aparelho, mas não empurre o problema para frente.

Também é importante lembrar que o tratamento costuma começar apresentando resultados expressivos em pouco tempo, mas depois é normal o ritmo diminuir e dar a sensação de que nada está acontecendo.

Na verdade, nestes momentos as raízes dos dentes estão desinclinando, o osso está se remodelando e o resultado se consolidando. E tudo isso precisa ser monitorado pelo profissional para que o tratamento possa ser finalizado dentro dos padrões de qualidade necessários.

Mais uma vez precisamos abordar a questão da confiança no profissional. Você tem o direito de saber o que acontece em cada fase do tratamento. Então mostre que confia no seu ortodontista e pergunte a ele.

Questione, argumente, negocie, mas não abandone seu tratamento ortodôntico. Seu sorriso agradece.

Brackets de Safira realmente existem?

Tenho ouvido falar sobre esta polêmica com certa frequência ultimamente.

Afinal de contas o bracket é realmente de safira ou é apenas mais um brackets de porcelana?

Na verdade a safira é uma porcelana monocristalina enquanto que os brackets ditos de porcelana são feitos com porcelana policristalina.

A diferença está na forma como os brackets são produzidos.

A porcelana policristalina é produzida a partir da precipitação de partículas de óxido de alumínio e passa por um processo de acabamento em que é aquecida e cortada o que pode levar à falhas na estrutura do bracket.

A porcelana monocristalina (safira) é produzida pela fundição das partículas de óxido de alumínio a temperaturas altíssimas seguida de um resfriamento controlado que evita falhas na cristalização.

Então esta peça, que tem uma estrutura molecular muito parecida com a da safira natural (daí o nome) é recortada no tamanho e formato dos brackets originando peças mais resistentes e translúcidas.
Concluindo: O nome “safira” é usado para identificar brackets produzidos com porcelana monocristalina enquanto que o nome “porcelana” é usado para os brackets de porcelana policristalina.

Mas, apesar da porcelana ser um material de ótima qualidade, a safira ainda é superior em termos de estética, atrito e resistência.

Como escolher seu ortodontista?

Ortodontista. Como escolher o seu?

Esta é uma pergunta que pode ser difícil de responder, por isso elaborei um guia para aqueles que estão totalmente perdidos na tarefa de escolher o ortodontista certo para tratar seus dentes.

Dez dicas para escolher seu ortodontista:

10 dicas para escolher seu ortodontista

O ortodontista é registrado no CRO?

Dica nº 1: Procure saber se o profissional é registrado no CRO (Conselho Regional de Odontologia) do estado. Isso pode ser feito pelo nome, pelo número do CRO do dentista ou pela especialidade diretamente no site do Conselho. Este cuidado vai ao menos garantir que o profissional escolhido fez um curso de especialização aprovado pelo CRO. Dentistas que não são especialistas são autorizados a executar tratamentos ortodônticos, mas você tem o direito de saber detalhes sobre a formação do profissional.

O ortodontista é acessível?

Dica nº 2: Converse bastante com o ortodontista antes de iniciar o tratamento. Certifique-se que ele está sempre disponível para tirar suas dúvidas por que certamente elas surgirão. Se o profissional responde com clareza as suas dúvidas na primeira consulta já é um bom começo.

Por outro lado, um profissional impaciente, que encerra a consulta prematuramente, que não mostra prazer em dar explicações e não gosta de responder à mesma pergunta mais de uma vez, não deveria estar trabalhando como ortodontista, pois manter o paciente bem informado e tranquilo também é parte do trabalho.

E se houver uma emergência com o aparelho?

Dica nº3: Verifique se o profissional é acessível pelo celular em caso de emergências. Eventualmente você pode ter contratempos como brackets soltos ou bandas mal adaptadas que podem incomodar e até mesmo machucar. Nestas horas é fundamental encontrar seu ortodontista com facilidade.

Como é definido o prazo do tratamento ortodôntico?

Dica nº4: O prazo do tratamento é uma informação importantíssima que deve ser tratada de forma direta e transparente. Até por que pode impactar diretamente o valor total a ser pago pelo cliente.

Alguns profissionais trabalham com prazo fechado definindo o número de mensalidades a serem pagas no início do tratamento.

Esta é uma opção que dá ao cliente a segurança de quanto vai pagar efetivamente mesmo que haja algum atraso na parte técnica. Ou seja, protege o cliente do risco de perdas.

Propostas de tratamento em que o cliente fica pagando até o final (sem definição prévia do número de mensalidades) não são necessariamente ruins. Mas é interessante saber com clareza que forma de cobrança será aplicada no seu tratamento para evitar surpresas no final.

Seu ortodontista vai cuidar de você até o final?

Dica nº5: Pergunte de forma clara e direta se o ortodontista tem planos para mudar de clínica e se isso pode acontecer durante o seu tratamento.

Uma das piores coisas que podem acontecer é ficar “órfão” do seu ortodontista e ter um outro profissional assumindo o seu caso sem ter participado do planejamento e da tomada de decisões.

Como a opinião de cada ortodontista pode ser diferente, você pode acabar precisando continuar o tratamento com um profissional que não concorda com o planejamento anterior.

Isso pode ser bastante complicado, pois o ortodontista não se comprometeu com você no início do tratamento e não haverá como cobrar dele a continuidade do que foi planejado por outro profissional.

Imagine se você extraísse os pré-molares seguindo a recomendação do primeiro ortodontista e depois o segundo profissional afirmasse que o tratamento deveria ter sido sem extrações? O que fazer nesta situação?

Se você decidir iniciar o tratamento mesmo sabendo que o ortodontista pretende mudar de clínica (por que sentiu muita segurança no profissional, por exemplo), certifique-se de que ao menos você vai poder segui-lo para onde ele for.

Você será atendido sempre pelo mesmo ortodontista?

Dica nº6: Informe-se se o seu atendimento será sempre realizado pelo mesmo profissional ou se você será atendido por uma equipe.

O atendimento em equipe não é necessariamente um problema, ou seja, clínicas em que o paciente é atendido por diversos profissionais podem produzir tratamentos ortodônticos com ótimos resultados.

Mas é preciso haver muita organização no acompanhamento clínico. Fichas completas com o histórico do tratamento e cada procedimento realizado, são fundamentais para que um profissional dê continuidade ao que foi feito por outro.

Na verdade, quando o ortodontista trabalha sozinho também precisa ter o mesmo nível de organização. Mas a desorganização costuma criar muito mais problemas quando existem diversos profissionais envolvidos.

O cliente tem o direito e o dever de perguntar sobre este detalhe e ter uma resposta clara.

Você pode preferir ser tratado sempre pelo mesmo profissional, então tem que saber se é isso o que vai acontecer no seu tratamento.

Se você concorda em ser atendido por uma equipe, certifique-se de que há organização suficiente na clínica para que todos os profissionais possam trabalhar em sinergia.

Quanto vai custar o tratamento ortodôntico afinal?

Dica nº7: Informe-se sobre todos os detalhes financeiros antes de qualquer coisa.

Eis algumas perguntas que se forem feitas no início podem evitar aborrecimentos:

O aparelho de contenção será cobrado no final?

Brackets perdidos devem ser pagos pelo cliente?

Em tratamentos com aparelhos móveis, a troca regular do aparelho é cobrada? E a perda ou quebra do mesmo? Quais os valores?

As mensalidades serão reajustadas? Qual o índice?

O prazo do tratamento é fechado ou vou ficar pagando até terminar o tratamento?

Consultas extras serão cobradas? Há limite para o número de consultas que posso fazer em um mês?

Se eu não for atendido em determinado mês, terei que pagar a mensalidade?

Existe multa caso eu queira interromper o tratamento? E neste caso, posso retirar minha documentação ortodôntica?

O tratamento tem algum tipo de garantia de resultado? Por quanto tempo? Como funciona?

Estas são perguntas simples e diretas que qualquer profissional pode responder com clareza na primeira consulta. Como cliente você tem o dever de se informar antes de decidir iniciar o tratamento.

Então, use bem o tempo da primeira consulta e inicie o seu tratamento ortodôntico com o pé direito, ok?

Qual o preço justo para um tratamento ortodôntico?

Dica nº8: Não procure apenas pelos tratamentos mais baratos. O preço é muito importante, mas não pode ser o único parâmetro a ser considerado neste momento.

Lembre-se que o profissional precisa investir em cursos, livros e congressos para se atualizar. Além disso, precisa ter tempo disponível para dedicar a estas atividades e também para estudar cada caso e planejar todos os passos de cada tratamento.

Se o profissional atende um volume muito grande de pacientes que pagam muito pouco, o tempo livre para estudar pode ficar comprometido e os recursos financeiros para investimento na formação também.

Por isso, na hora de escolher seu ortodontista, tente sempre unir a confiabilidade a uma boa proposta financeira.

Haverá pontualidade no atendimento ortodôntico?

Dica nº9: Clínicas onde o volume de clientes é muito grande e o atendimento é realizado muito rapidamente precisam ser extremamente organizadas para que não se comprometa a qualidade do atendimento.

Se você notar que as pessoas são atendidas muito rapidamente, a sala de espera vive lotada e atrasos no atendimento são frequentes, fique atento pois pode ser que não haja tempo disponível para o que se dê a devida atenção a cada cliente.

É muito difícil alcançar bons resultados quando o ortodontista está sempre atrasado. Nestas condições é comum o adiamento de procedimentos importantes como colagens, troca de arcos e reparos no aparelho. E estes adiamentos acabam comprometendo o prazo do tratamento.

Observe estes detalhes atentamente antes de decidir onde e com quem fazer o sua correção ortodôntica.

Posso fazer muitas perguntas ao ortodontista?

Dica nº10: Pergunte, pergunte e pergunte. É seu direito ter dúvidas sobre o tratamento e o aparelho, e dever do ortodontista responder de maneira clara e objetiva até que o cliente se sinta seguro para prosseguir.

Não se preocupe em parecer chato. É o seu sorriso que está em jogo.

A primeira consulta é a oportunidade ideal para tirar todas as suas dúvidas.

Espero que vocês possam usar estas informações para encontrar um ortodontista dedicado e comprometido com os resultados. Existem ótimos profissionais em todas as cidades brasileiras, é só procurar da maneira certa.

Vídeo “Como funciona o aparelho ortodôntico?”

Como funciona o aparelho ortodôntico?

O funcionamento do aparelho fixo é um mistério para muita gente, mesmo que já usa o aparelho, muitas vezes não compreende como ele faz os dentes se movimentarem.

O princípio do funcionamento é aplicação de força sobre os dentes. Sabemos que os dentes se movimentam quando aplicamos determinada força sobre eles.

Mas a força precisa ser controlada de forma precisa pelo ortodontista, caso contrário, o aparelho pode prejudicar os dentes no lugar de alinhá-los.

como funciona o aparelho ortodôntico

como funciona o aparelho ortodôntico

Como funciona o aparelho ortodôntico? – aplicação de força

A força ortodôntica é aplicada através do arco ortodôntico e de acessórios como molas, elásticos, alças, ganchos etc.

Mas o arco e os acessários dependem dos brackets para que a força seja direcionada corretamente.

Os brackets são as peças que colamos em cada dente.

http://ortodontista.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/como-funciona-o-aparelho-ortodôntico-Bracket-3D.jpg

Bracket

Esses brackets possuem um slot onde o arco ortodôntico se encaixa com precisão. É através do slot que podemos ter maior controle sobre a movimentação dos dentes.

http://ortodontista.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/como-funciona-o-aparelho-ortodôntico-slot.jpg

Slot

O arco inicialmente tem a função de nivelar e alinhar os dentes na arcada.

Os acessórios como as molas e elásticos servem para fechar e abrir espaços, ajudar na rotação de dentes, corrigir a relação entre as arcadas, melhorar o encaixe entre os dentes antagonistas, etc.

Qual a ordem de montagem do aparelho ortodôntico fixo?

A montagem do aparelho se inicia com a colagem dos brackets.

Cada dente recebe um bracket, que quase sempre, é específico para aquele dente.

O bracket do canino superior direito, por exemplo, não serve nem para o inferior direito, nem para o superior esquerdo. É exclusivo para aquele dente.

O posicionamento do bracket no dente é um fator importantíssimo para o sucesso do tratamento.

Uma boa colagem facilita muito o tratamento e a finalização.

Durante a colagem do aparelho o ortodontista vai ficar atento à inclinação, altura e centralização de cada bracket em seu respectivo dente.

Com a colagem concluída, o primeiro arco é inserido. Geralmente um bem flexível, para iniciar o alinhamento e nivelamento.

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Arco ortodôntico

A fixação do arco aos brackets pode ser feita através de ligaduras elásticas ou metálicas.

Nos aparelhos auto-ligados, essa fixação é feita pelo próprio bracket, que já vem com uma tampa ou clipe que prende o arco, sem necessidade de ligaduras.

http://ortodontista.net/blog/wp-content/uploads/2010/03/como-funciona-o-aparelho-ortodôntico-ligadura.jpg

Ligaduras

A partir da inserção do arco o aparelho já está funcionando, ou seja, aplicando força nos dentes.

Pronto! Em breve você estará sentindo aquela dorzinha dos dentes começando a movimentação.

Espero que esse post ajude você a entender como o aparelho fixo funciona.

E o vídeo vai ajudar ainda mais.

E para complementar as informações do vídeo eu recomendo este outro post sobre como o aparelho fixo é colado nos dentes.
E tem um outro vídeo 3D aqui no blog que mostra a classificação de Angle, aquela que diz se você é Classe I, II ou III.

Bandas (ou anéis), usar ou não?

Banda ortodôntica é aquele anel metálico que fica em torno dos dentes. Principalmente nos molares de quem usa aparelho ortodôntico.

Mas esse acessório é realmente necessário? Precisa ser usado sempre? Pode ser substituído?

Deve-se usar banda ortodôntica nos molares sempre?

Devemos esclarecer que, com ou sem banda ortodôntica, os molares precisam ser incluídos no aparelho. A peça usada nestes dentes é o Tubo ortodôntico.

O tubo é uma peça bem parecida com o bracket, mas não é igual.

O bracket é aberto e depende da ligadura elástica ou do amarrilho metálico para se prender ao arco ortodôntico.

O tubo é fechado e o arco entra pela lateral da peça. É a peça terminal do aparelho.

Existem variações, mas para ilustrar nosso post vamos trabalhar com essas características que são mais básicas.

O tubo pode ser preso ao dente por colagem direta ou soldado em uma banda que depois será cimentada no dente.

Tubo ortodôntico colado

A colagem do tubo diretamente no esmalte é um procedimento simples, rápido e favorece a higienização.

Por outro lado, como os molares fazem o trabalho mais pesado da mastigação, há uma maior chance de descolamento durante a alimentação.

Como as técnicas e os materiais de colagem evoluíram nos últimos anos, vários ortodontistas optam por colar os tubos atualmente.

Acima, podemos observar um tubo para colagem mostrando a base que recebe a resina usada para colar o acessório.

A base do tubo tem uma tela metálica onde a resina penetra para a fixação, exatamente como um bracket.

Tubo soldado à banda ortodôntica

A banda ortodôntica é um anel metálico, como uma cinta que circunda o dente de forma bem justa. O objetivo é receber um acessório soldado.

Ou seja, a banda é uma forma de fixar um acessório ao dente sem a necessidade de colagem.

No passado, todo o aparelho fixo era montado com bandas, o que dificultava muito a montagem do aparelho e a higienização.

Atualmente usamos a banda ortodôntica quase que exclusivamente nos molares.

Uma banda confeccionada dentro dos padrões, confere maior resistência ao tubo, sendo muito difícil o conjunto se soltar.

A banda pode provocar algum problema?

Se a banda ortodôntica não estiver bem adaptada ou apresentar falhas na cimentação, pode permitir a entrada de resíduos alimentares.

Isso pode produzir um odor desagradável, inflamações gengivais e até mesmo cáries extensas.

Bandas com mobilidade provavelmente estão soltas, ou seja, o cimento que existia entre o metal e o dente se dissolveu e os resíduos estão entrando neste espaço.

Esta situação deve ser resolvida o quanto antes.

Veja neste post mais informações sobre o perigo das bandas mal-adaptadas.

Na imagem observa-se uma banda com tubo soldado.

Cada ortodontista tem suas preferências

Muitos ortodontistas preferem trabalhar sempre com banda ortodôntica para evitar o descolamento das peças.

Outros usam esse recurso apenas eventualmente, para casos bem específicos.

Em algumas situações, contudo, é impossível abrir mão do uso das bandas.

Disjuntores palatinos, arcos transpalatinos, distalizadores, botão de nance e outros aparelhos que se fixam internamente, precisam de bandas para serem usados.

Para visualizar como as bandas são usadas nos disjuntores palatinos veja este infográfico sobre expansão rápida de maxila.

Portanto, pode-se dizer que a escolha entre tubo colado ou bandado depende do ortodontista, do caso e do tipo de aparelho que será usado.

Mas uma coisa podemos afirmar: Os molares devem ser incluídos na montagem do aparelho ortodôntico sempre que possível.