Como o aparelho fixo é colado nos dentes?

Como começa o tratamento ortodôntico

Como começa o tratamento ortodôntico


Como se inicia um tratamento ortodôntico?

Às vezes queremos fazer um determinado tratamento mas não sabemos nem por onde começar.

E isso pode atrasar a decisão de procurar um especialista.

No caso do tratamento ortodôntico com aparelho fixo, a primeira coisa a fazer é escolher seu ortodontista. Para ajudar você nessa tarefa, temos o post com as 10 dicas para escolher seu ortodontista.

Para escolher seu ortodontista, você precisa ter um contato com o profissional através da consulta de avaliação. Esse é o momento de fazer todas as perguntas que você achar importantes.

Pode ser que você tenha que se consultar com vários profissionais até encontrar o ortodontista que realmente combina com você.

Consulta de avaliação ortodôntica

A consulta de avaliação inicial é o momento de conhecer e avaliar o ortodontista que vai fazer o seu tratamento.

É importante tirar todas as suas dúvidas sobre o seu caso e conhecer as opções de aparelhos fixo para você.

É preciso entender se haverão procedimentos adicionais como extrações ou desgastes, saber o prazo para a correção e todos os valores envolvidos.

Eventualmente essas informações podem mudar depois do estudo do caso, mas normalmente já é possível ter uma ideia aproximada de como será o tratamento.

Nessa consulta de avaliação alguns ortodontistas fotografam o paciente para visualizar melhor o problema e poder explicar também de forma mais eficiente o que está ocorrendo.

Outros profissionais preferem pedir as fotos junto com as radiografias e os modelos das arcadas.

De qualquer forma, todo esse material deverá ser analisado pelo ortodontista para diagnosticar o caso.

Estudo do caso, diagnóstico e planejamento

De posse de todos os exames, o ortodontista vai estudar o caso e definir quais são os problemas ortodônticos que precisam ser tratados.

Nessa etapa será avaliado se existem problemas na estrutura óssea, assimetrias faciais, falta de dentes, apinhamentos, alterações na mordida, etc.

Quando tudo isso for definido, o ortodontista tem um diagnóstico, ou seja, ele sabe qual é o problema.

Então, passamos para o planejamento do caso.

Nessa fase serão definidos todos os procedimentos necessários, o tipo de aparelho fixo que deve ser usado, eventuais aparelhos auxiliares, etc.

Também será definido o tempo necessário para que tudo seja concluído e definido se algum problema pode não ser completamente resolvido.

Com o planejamento finalizado, chega o momento do ortodontista explicar ao cliente como pretende fazer a sua correção.

Essa é uma segunda consulta, onde você deve estar bem atento aos detalhes que envolvem o seu tratamento.

Se você entender tudo o que foi explicado e concordar, pode-se passar adiante para marcar a consulta de colagem do aparelho fixo.

Colagem do aparelho fixo

O que marca o início do tratamento ortodôntico é a colagem do aparelho fixo.

É neste dia que nós sentimos que realmente começamos o tratamento. Os dentes ficam doloridos, descobrimos como a comida gruda no aparelho e como a cera ortodôntica pode ser salvadora.

Mas também é neste dia que sentimos ter dado o primeiro passo para ter um sorriso mais bonito, para nos livrarmos daquele dente que estraga nossas fotos ou daquele diastema que parece chamar a atenção de todo mundo.

O processo de colagem do aparelho fixo é relativamente simples e não dói nada.

Inicialmente os dentes são condicionados com um ácido, que prepara a superfície do esmalte para o adesivo. É um procedimento que não compromete a saúde e resistência dos dentes.

Depois de condicionado, o dente recebe a aplicação de um adesivo líquido e então o bracket é colocado na posição com um pouco de resina na sua base.

Por fim, a resina é polimerizada com luz alógena (aquela luz azul) e o bracket está colado.

Esse processo se repete para cada dente até que toda a arcada esteja colada.

Então,o arco pode ser colocado e a movimentação ortodôntica começa.

Essa descrição é de uma colagem direta, que é a mais comum em ortodontia. Mas há a alternativa de se fazer uma colagem indireta dos brackets. Nessa técnica o aparelho é montado primeiro no modelo do paciente para depois ser transferido para a boca.

É assim que começa o tratamento ortodôntico com o aparelho fixo.

Se o seu está começando agora, desejo-lhe tudo de bom!

Um abraço!

Dr. Andre Moreira

Aparelho Ortodontico no Facebook

Olá Pessoal!

Finalmente estamos inaugurando nossa página no Facebook!

Agora vocês vão poder acessar todos os vídeos do YouTube, as imagens do Flickr, as atualizações do Twitter, o conteúdo do blog e ainda conversar comigo e tirar dúvidas diretamente no FaceBook.

Vocês podem curtir aqui no blog mesmo clicando no botão lá no canto direito ou nesta imagem aqui em cima.

Continuamos trabalhando para oferecer cada vez mais canais de comunicação levando para vocês o que há de mais moderno e estético na ortodontia mundial.

Estarei esperando por vocês.

Um forte abraço,

Dr. Andre Moreira

Aparelho lingual auto ligado – mecânica e estética de ponta

Aparelho lingual auto ligado é a associação da estética perfeita com a mecânica otimizada.

Para quem ainda não conhece, a ortodontia lingual é a técnica de correção ortodôntica que usa os brackets colados por trás dos dentes. Na face conhecida como face lingual. Assim, o aparelho fica totalmente imperceptível.

Os brackets auto-ligados são uma tendência na ortodontia e têm a característica de não precisar das ligaduras elásticas para prender o arco aos brackets.

Nos aparelhos auto-ligados, os brackets têm dispositivos como tampas ou travas que permitem a fixação do arco ortodôntico.

A união da estética com a funcionalidade: Aparelho lingual auto ligado

Estas duas características (ser colado pela face lingual e ser auto-ligado) foram unidas em um bracket desenvolvido pela GAC, uma fabricante multinacional de material ortodôntico e o resultado é o In-ovation L.

Na imagem abaixo podemos ver como além de ser inovador também é um bracket muito pequeno:

Aparelho lingual In-Ovation L

Aparelho lingual In-Ovation L

Minha opinião sobre o aparelho lingual auto ligado

Venho usando estes brackets desde Janeiro de 2012 e estou muito satisfeito com os resultados.

Os pacientes se adaptam ao aparelho lingual auto ligado com bastante facilidade.

Trabalho com ortodontia lingual desde 2004 com os brackets da ORMCO (O da sétima geração e o STb), que são ótimos aparelhos.

Mas estou gostando muito desta nova opção e tenho usado em todos os clientes que me procuram para fazer o tratamento com ortodontia lingual.

Além de ser confortável, é bem mais fácil escovar os dentes por que são as ligaduras elásticas, ausentes neste aparelho, que retêm mais placa bacteriana.

E não podemos esquecer que a escovação correta é fundamental em qualquer tratamento ortodôntico, mas é ainda mais importante quando se usa aparelho ortodôntico lingual, já que o aparelho fica escondido, dificultando a visualização na hora da higiene.

Nesta imagem do In-Ovation L em detalhe (retirada do site da empresa) podemos observar a tampa (ou clip) que prende o arco ao bracket:

bracket in-ovation L

bracket in-ovation L

É um mecanismo altamente delicado, mas que funciona extremamente bem, proporcionando um tratamento com menos atrito entre o arco e os brackets.

Por consequência, há menor necessidade de força para movimentar os dentes.

Além disso a consulta de manutenção é bem mais simples sem a necessidade de trocar as ligaduras elásticas.

Isso dá mais tempo para o ortodontista observar outros detalhes importantes do tratamento ortodôntico.

Bem, é isso aí pessoal. A ortodontia lingual não para de evoluir tecnologicamente.

Os investimentos das empresas são altíssimos no desenvolvimento de aparelhos cada vez mais eficientes. E vocês ficam sabendo de tudo aqui no Blog do ortodontista.net.

Visite o ortodontista.net para saber mais sobre o aparelho ortodôntico lingual.

Abraços,

Dr. Andre Moreira

Desgastes interproximais no tratamento ortodôntico

Desgastes interproximais e a sua aplicação nos tratamentos ortodônticos

Olá amigos do Ortodontista.net,

Recebi recentemente uma pergunta sobre a segurança de se fazer desgastes interproximais com o objetivo de reduzir a largura dos dentes para o alinhamento das arcadas.

Este procedimento pode ser chamado de “desgastes interproximais“, “slice” ou “strip” e é largamente usado na ortodontia atualmente.

Quando é indicado fazer desgastes interproximais?

Desgastes interproximais são indicados quando a falta de espaço na arcada não é tão grande que justifique extrações dentárias. Em vez de extrair dois pré-molares e criar um espaço de 8 mm de cada lado, pode-se reduzir a largura de alguns dentes obtendo dois a três milímetros, por exemplo.

Este recurso também é usado quando os dentes apresentam um formato muito triangular, o que pode criar uma instabilidade no resultado do tratamento. Nestes casos os desgastes interproximais vão aumentar a estabilidade do resultado.

Existem ainda diversas outras situações onde o ortodontista pode usar desgastes interproximais, mas vamos nos concentrar em como se faz o procedimento.

Como são feitos os desgastes interproximais?

Dois fatores são muito importantes em relação aos desgastes. Em primeiro lugar, que a indicação seja correta. Em segundo lugar, que o desgaste seja realizado com bastante cuidado para evitar danificar o dente.

O desgaste pode ser feito com tiras de lixa manualmente, o que leva mais tempo, mas é mais seguro por ser um processo lento.

Esta técnica com tiras de lixa de aço é mais usada em dentes anteriores.

Também podemos usar discos de lixa acionados por motor que permitem um desgaste mais rápido. Neste caso é necessário um cuidado redobrado pois um movimento em falso pode desgastar o dente de forma errada.

O desgaste com disco também é mais indicado para dentes anteriores.

Nos dentes posteriores é necessário um cuidado maior ao desgastar para que não se perca a convexidade das paredes.

A técnica usada nesses casos é chamada de recontorno ou reanatomização.

O desgaste é feito com motor de alta rotação e brocas bem finas. É ainda mais difícil. O recomendado é que se use separadores alguns dias antes, para criar espaço entre os dentes.

Os separadores são usados da mesma forma que na confecção de bandas ortodônticas assim evita-se danos aos dentes vizinhos.

Quanto à quantidade de desgaste, podemos dizer que é fundamental que o esmalte não seja totalmente removido.

A expessura do esmalte pode variar um pouco de uma pessoa para outra e de um dente para outro, mas podemos considerar que 0,25 mm é uma quantidade de desgaste segura para cada face do dente na maioria dos casos.

Também é indicado o uso de discos de lixa ultra-finos ou tiras de lixa de poliéster para acabamento afim de reduzir as rugosidades produzidas nas faces desgastadas. Este cuidado reduz o risco de cárie por acúmulo de placa bacteriana.

Quais os riscos de se fazer esses desgastes interproximais?

O primeiro risco que devemos observar é a indicação errada.

Mesmo que a técnica do desgaste seja aplicada corretamente, é necessário que haja a indicação.

Se, por exemplo, o caso é para extrações e o ortodontista decide fazer desgastes, que vão criar menos espaço, o resultado não será alcançado.

Então é preciso estar certo que que o desgaste é realmente a melhor opção para o caso.

Uma vez que a indicação esteja correta, passamos à parte técnica.

Um risco é alterar a anatomia do dente de forma errada. Além de comprometer a estética, pode lavar à impacção de alimentos (nos dentes posteriores), predisposição à cáries ou inflamação gengival.

O segundo risco é o desgaste exagerado, que pode levar à sensibilidade dentinária.

Mas, se tudo for feito corretamente, é possível obter espaço extra sem criar sensibilidade, aumentar o risco de cáries ou estragar a anatomia do dente.

Concluindo, este é um procedimento eficaz e seguro quando os limtes são respeitados e vem sendo usado cada vez mais pelos ortodontistas com resultados positivos.

Um abraço,

Dr. Andre Moreira

Placa de contenção e o tratamento ortodôntico

Placa de contenção é o aparelho móvel usado depois que remove-se o aparelho ortodôntico fixo.

O objetivo de placa de contenção é ajudar a manter o resultado do tratamento ortodôntico estável.

É importante deixar claro que a estabilidade do resultado não depende apenas do uso de um aparelho móvel. Existem outros fatores importantes nesse processo.

Aparelho móvel - contenção ortodôntica

Aparelho móvel – contenção ortodôntica

Como manter o resultado do tratamento ortodôntico estável

Primeiramente, um dos aspectos mais importantes é o correto posicionamento dos dentes ao final do tratamento.

Dentes bem posicionados, com inclinações adequadas, vão proporcionar a correta engrenagem entre as duas arcadas.

Boa engrenagem significa uma mastigação funcional. Ou seja, as forças da mastigação não atuam de forma a deslocar os dentes da sua posição ideal.

Uma vez que as questões estética e funcional estejam resolvidas, o ortodontista deve iniciar a fase de contenção do tratamento, ainda com o aparelho fixo.

Fase de contenção com o aparelho fixo

Antes de retirar o aparelho fixo e entregar uma placa de contenção para o paciente, o ortodontista inicia a fase de contenção.

Essa etapa do tratamento é essencial. Consiste em manter o aparelho fixo sem ativação por um período que pode variar de quatro a seis meses.

Isso pode gerar alguma confusão, pois o termo “contenção” se aplica tanto à esta fase do tratamento, quanto à própria placa de contenção.

Recapitulando: A contenção do tratamento ortodôntico se inicia nessa fase em que o aparelho fixo é mantido na boca por alguns meses, sem ser ativado.

Isso vai permitir que o osso se restabeleça em torno das raízes dos dentes, deixando-os mais firmes.

Quem já usou aparelho conhece a sensação de sentir os dentes com mobilidade.

Essa mobilidade é sinal de que o osso está afastado das raízes dos dentes.

Manter o aparelho “parado” é como fazer uma imobilização de uma fratura: É preciso imobilizar para que o novo osso se forme.

Feito isso, o momento da remoção do aparelho será confortável para o paciente. Com os dentes bem firmes, o ato de retirar o bracket não provoca dor.

Por outro lado, se os dentes estiverem com mobilidade, haverá desconforto. Podemos ter a sensação de que o dente vai sair junto do aparelho.

Aparelho móvel - placa de contenção removível

Aparelho móvel – placa de contenção removível

Placa de contenção

Após esse período de espera, com o aparelho desativado, o osso estará formado. O aparelho fixo pode ser removido com tranquilidade.

Nesse momento entra em cena a placa de contenção.

O paciente deve ser moldado sem o aparelho fixo para a confecção da placa de contenção.

A placa deve ser entregue no menor prazo possível, para evitar que algum dente saia da posição, mesmo que apenas um pouco.

Sim, essa instabilidade pode ocorrer e não vale a pena arriscar perder nem mesmo uma fração do resultado alcançado. Todo cuidado é pouco.

A placa de contenção deverá ser usada segundo a orientação do ortodontista.

O profissional pode pedir o uso apenas noturno ou aumentar esse período, de acordo com a necessidade de cada caso.

Além de conter eventuais instabilidades, a placa de contenção vai servir como um “gabarito” do resultado final.

O paciente vai perceber se algum dente está com tendência a se movimentar.

Isso ocorre pela percepção de pressão em um ou mais dentes.

Quando o paciente coloca a placa e sente uma pressão diferente, esse já é o sinal de que alguma coisa está fora do normal.

Nesse caso será preciso entrar em contato com o ortodontista para identificar o problema.

É essa a maneira mais fácil de assegurar o resultado do tratamento ortodôntico.

Os dentes não vão ficar na posição só por que estão bonitos. O ortodontista e o paciente precisam trabalhar juntos para manter o resultado. E a placa de contenção é uma ótima ferramenta para isso.

Aparelhos Ortodônticos Auto-Ligados

Olá pessoal, depois de um longo período sem postagens, estamos de volta para falar sobre os aparelhos auto-ligados, um dos assuntos de maior destaque no Congresso Internacional de Ortodontia SPO-2010 realizado em São Paulo no mês passado.

Os brackets auto-ligados têm como principal característica uma pequena tampa que prende o arco ao bracket eliminando a necessidade das ligaduras elásticas, as famosas borrachinhas do aparelho.

Uma das vantagens é uma redução do atrito entre o arco e o bracket que é muito alto quando usamos as ligaduras elásticas.

A redução do atrito permite que o ortodontista trabalhe com forças mais leves diminuindo o desconforto e o risco de lesões nas raízes dos dentes.

Além disso também pode reduzir o tempo de tratamento em alguns meses dependendo do caso e da capacidade técnica do profissional.

Quase todos os fabricantes de material ortodôntico já estão produzindo brackets auto-ligados e muitos ortodontistas estão adotando estes aparelhos nos seus tratamentos.

Mas é importante lembrar que aparelho nenhum substitui um profissional bem preparado e um planejamento adequado do tratamento. O aparelho é apenas uma ferramenta de trabalho do ortodontista.

E também precisamos deixar claro que continua sendo possível obter ótimos resultados com os brackets tradicionais e que nem todos os profissionais estão adotando brackets auto-ligados nas suas clínicas.

Vamos voltar a falar sobre este assunto em breve, mas por enquanto ficamos com este fato: A tecnologia é capaz de aprimorar nossas ferramentas de trabalho e isso é maravilhoso. Mas ferramentas precisam ser operadas por pessoas. Nada substitui um bom profissional.

Preço do tratamento ortodôntico

O valor do tratamento sempre é uma questão polêmica: O aparelho é cobrado? Só paga manutenção? Se não for à consulta tem que pagar? O prazo é fechado? Vou ficar pagando até quando?

Bem, eu vejo o tratamento como um serviço que deve ser vendido ao cliente por um determinado valor. Valor este que é definido pelo ortodontista.

Aqui cabe uma observação: Nenhum órgão ligado à profissão estabelece um teto para valores de procedimentos odontológicos, não existe uma tabela oficial e os profissionais têm liberdade para cobrar o que acharem justo pelos seus serviços.

Da mesma forma os clientes têm o direito de negociar e escolher a melhor opção. Ou seja, nada diferente de qualquer compra que realizamos no dia-a-dia.

Atualmente temos muita variação nos preços e nas formas de pagamento dos tratamentos ortodônticos, mas no final das contas o cliente vai pagar um valor total.

Este valor pode ser cobrado na forma de mensalidades, com ou sem entrada e até mesmo à vista.

Eu vou focar este post na questão da “entrada” ou “aparelho”, enfim, aquele valor inicial que é cobrado por alguns ortodontistas.

Acredito que o uso da palavra “aparelho” pode levar o cliente a pensar que está pagando apenas o custo do material, o que pode ser verdade em alguns casos, mas nem sempre é assim.

Então está errado cobrar mais que o valor do material no início do tratamento?

Não, não está errado.

O ortodontista precisará dedicar tempo para estudar o caso e elaborar um plano de tratamento. Ele pode cobrar um valor que ache justo por este trabalho inicial.

Mas ele também pode apenas repassar os custos de material para o cliente.

Assim como pode preferir não cobrar nada com a intenção de criar um diferencial de preço.

Ou seja, cada profissional decide de que forma quer cobrar pelos seus serviços, mas devemos lembrar que o aparelho é a ferramenta de trabalho do ortodontista e seu custo sempre estará incluído no valor total do tratamento assim como o custo do conhecimento do profissional e o custo operacional da clínica.

Como o preço não deve ser a única coisa a se avaliar na hora de escolher seu ortodontista, eu recomendo a leitura deste post:

como escolher seu ortodontista

No próximo post vou falar sobre as “manutenções” que eu prefiro chamar de “mensalidades”.

Abraços,

Dr. Andre Moreira

Disjuntores Palatinos

Disjuntores palatinos são aparelhos usados na disjunção palatina, que é um procedimento usado na ortodontia para aumentar a largura da maxila (arcada superior), o que pode ser muito útil na correção de mordidas cruzadas e na obtenção de espaço.

Como este é um recurso muito utilizado pelos ortodontistas, eu sempre recebo perguntas relacionadas à disjunção palatina e aos aparelhos usados para fazer a disjunção, os dijuntores palatinos.

Disjuntores Palatinos

Os disjuntores palatinos são aparelhos que se fixam aos primeiros molares e aos primeiros pré-molares através de bandas e possuem um parafuso expansor que ao ser ativado produz uma força de expansão da arcada superior.

Na imagem vocês podem ver um disjuntor palatino do tipo Hirax.

O disjuntor palatino Hirax se caracteriza por ser todo em metal, o que facilita bastante a higienização.

Existem outros disjuntores palatinos como o Haas e o Mc Namara que são parecidos e funcionam praticamente da mesma maneira.

Disjuntor palatino Hirax

Disjuntor palatino Hirax

Os disjuntores palatinos submetem a arcada superior (maxila) à uma força de expansão rápida e esta sofre uma ruptura da sutura palatina mediana.

É como se o palato (o céu da boca) fosse cortado ao meio e as duas metades separadas.

Como resultado temos o aumento da largura da arcada e o aparecimento de um diastema central (os incisivos centrais se separam).

Os dijuntores palatinos do tipo Haas apresentam partes em resina acrílica, que aumentam a superfície de contato entre o aparelho e a mucosa. Isso aumenta a efetividade, mas dificulta a higiente.

Disjuntor Palatino Haas

Disjuntor Palatino Haas

Apesar de ser possível fazer disjunção palatina em adultos, quanto mais precoce for o tratamento, maiores as chances de sucesso.

Riscos da disjunção palatina

Se a disjunção palatina não acontece (ou seja, se a sutura não se rompe), a força do aparelho pode trazer alguns problemas para os dentes como retrações gengivais.

Para reduzir o risco de problemas como este, o ortodontista precisa saber a idade esquelética do paciente , para avaliar a maturidade óssea e o fechamento da sutura. Isso é feito através de uma radiografia do punho.

Mas além disso, é preciso monitorar o processo, que é uma expansão rápida da maxila, e pode criar problemas se a resposta óssea não for a esperada.

Os dijuntores palatinos do tipo Mc Namara são ainda mais abrangentes, envolvendo os dentes com resina.

Disjuntor tipo Mc Namara

Disjuntor tipo Mc Namara

Disjuntores palatinos – ativação

O tratamento costuma ser feito com ativações diárias do parafuso por um período de uma a duas semanas.

O parafuso separa as duas metades do aparelho em 1/4 de milímetro a cada ves que é ativado.

É essa speparação, feita de forma rápida, que promove a ruptura da sutura palatina e permite a disjunção.

Depois o disjuntor palatino deve ser mantido na boca sem ser ativado por três a quatro meses. Mas isso pode variar dependendo do caso.

Limpeza dos disjuntores palatinos

É importante que o paciente limpe corretamente o disjuntor. Principalmente quando o aparelho tem uma parte de resina em contato com a mucosa do palato.

Pode ser usada uma seringa plástica sem agulha para injetar água entre o aparelho e a mucosa e assim remover os resíduos de alimentos.

Além disso, uma boa escovação, fio dental e bochechos com atissépticos bucais.

Para um entendimento mais completo de como é feita esta disjunção da arcada superior, eu recomendo o infográfico sobre expansão rápida de maxila aqui no Blog.

Espero que esta informação seja útil para vocês.

Até o próximo post!

Dr. Andre Moreira

Veja mais sobre tratamentos ortodônticos clicando aqui:

ortodontista.net

Os Terríveis Triângulos Negros

Estou escrevendo este post baseado na pergunta da Catarina, que estava incomodada com esses triângulos negros que surgiram entre os dentes, durante o tratamento ortodôntico.

O que são os triângulos negros?

Os triângulos negros estão bem representados nas imagens abaixo:

Quando os incisivos (superiores ou inferiores) têm o formato triangular, estes espaços podem se formar mostrando o escuro do fundo da boca.

Isso também pode acontecer em outros dentes, mas é nos incisivos que o problema aparece mais, por ficarem mais visíveis.

Podemos observar que na primeira figura o triângulo negro é bem menor. Isso acontece por que os dentes têm um formato menos triangular que os da segunda imagem. Ou seja, na primeira imagem as paredes laterais (faces proximais) dos incisivos são mais paralelas. Na segunda imagem, há uma divergência maior, dando um aspecto de triângulo ao dente.

É fácil notar que os dentes já estão se tocando no ponto de contato, por isso não é possível aproximá-los mais usando elásticos e fazendo força.

As paredes divergentes dos dentes triangulares formam um espaço na forma de um outro triângulo invertido entre os dois dentes.

Observa-se na imagem abaixo os triângulos desenhados para facilitar a visualização daquilo que chamamos de “dentes triangulares”.

triangulos negros

triangulos negros

Papila Gengival

A papila gengival é esta ponta de gengiva que se projeta entre os dentes. Por baixo dessa gengiva, temos uma espícula óssea, uma projeção de osso que leva o tecido gengival a preencher esses espaços triangulares entre os dentes.

A perda ou redução da papila resulta na aparição dos espaços triangulares, quando os dentes têm o mesmo formato.

Diversos fatores podem provocar uma redução na altura da papila gengival:

A perda óssea típica do envelhecimento é um desses fatores.

É comum haver uma redução na altura do osso alveolar (aquele que sustenta os dentes) com o passar do tempo. Nessas condições, a gengiva, que é sustentada pelo osso, acompanha esse movimento, expondo os triângulos negros.

Outra situação frequente é a correção ortodôntica de dentes muito apinhados.

Quando há um apinhamento na arcada, os dentes encontram-se “trepados” uns sobre os outros e muitas vezes não sobra nenhum espaço para a formação de osso entre esses dentes.

Então, na medida em que a arcada vai sendo alinhada, esses espaços vão se revelando.

Ainda podemos citar as retrações gengivais como outro fator relacionado à presença dos triângulos negros.

Como resolver o problema estético dos triângulos negros?

A solução mais eficaz, quando se está em tratamento ortodôntico, é o desgaste interproximal.

Usando lixas em tira ou disco, pode-se reduzir a divergência das paredes laterais dos dentes deixando-os com um aspecto menos triangular e mais retangular.

Com as paredes mais paralelas, é possível aproximar mais os dentes, fechando os espaços triangulares.

Algumas vezes a confecção de restaurações estéticas de resina ou porcelana (facetas e lentes de contato) podem ser uma alternativa para disfarçar os espaços.

O aumento do volume da papila gengival, através da aplicação de ácido hialurônico, pode ser outra opção.

Eventualmente, dois ou mais recursos podem ser usados no mesmo paciente, para alcançar o melhor resultado estético.

É importante lembrar que este é um problema apenas estético e não traz riscos à saúde dos dentes.