Como o aparelho fixo é colado nos dentes?

Como começa o tratamento ortodôntico

Como começa o tratamento ortodôntico


Como se inicia um tratamento ortodôntico?

Às vezes queremos fazer um determinado tratamento mas não sabemos nem por onde começar.

E isso pode atrasar a decisão de procurar um especialista.

No caso do tratamento ortodôntico com aparelho fixo, a primeira coisa a fazer é escolher seu ortodontista. Para ajudar você nessa tarefa, temos o post com as 10 dicas para escolher seu ortodontista.

Para escolher seu ortodontista, você precisa ter um contato com o profissional através da consulta de avaliação. Esse é o momento de fazer todas as perguntas que você achar importantes.

Pode ser que você tenha que se consultar com vários profissionais até encontrar o ortodontista que realmente combina com você.

Consulta de avaliação ortodôntica

A consulta de avaliação inicial é o momento de conhecer e avaliar o ortodontista que vai fazer o seu tratamento.

É importante tirar todas as suas dúvidas sobre o seu caso e conhecer as opções de aparelhos fixo para você.

É preciso entender se haverão procedimentos adicionais como extrações ou desgastes, saber o prazo para a correção e todos os valores envolvidos.

Eventualmente essas informações podem mudar depois do estudo do caso, mas normalmente já é possível ter uma ideia aproximada de como será o tratamento.

Nessa consulta de avaliação alguns ortodontistas fotografam o paciente para visualizar melhor o problema e poder explicar também de forma mais eficiente o que está ocorrendo.

Outros profissionais preferem pedir as fotos junto com as radiografias e os modelos das arcadas.

De qualquer forma, todo esse material deverá ser analisado pelo ortodontista para diagnosticar o caso.

Estudo do caso, diagnóstico e planejamento

De posse de todos os exames, o ortodontista vai estudar o caso e definir quais são os problemas ortodônticos que precisam ser tratados.

Nessa etapa será avaliado se existem problemas na estrutura óssea, assimetrias faciais, falta de dentes, apinhamentos, alterações na mordida, etc.

Quando tudo isso for definido, o ortodontista tem um diagnóstico, ou seja, ele sabe qual é o problema.

Então, passamos para o planejamento do caso.

Nessa fase serão definidos todos os procedimentos necessários, o tipo de aparelho fixo que deve ser usado, eventuais aparelhos auxiliares, etc.

Também será definido o tempo necessário para que tudo seja concluído e definido se algum problema pode não ser completamente resolvido.

Com o planejamento finalizado, chega o momento do ortodontista explicar ao cliente como pretende fazer a sua correção.

Essa é uma segunda consulta, onde você deve estar bem atento aos detalhes que envolvem o seu tratamento.

Se você entender tudo o que foi explicado e concordar, pode-se passar adiante para marcar a consulta de colagem do aparelho fixo.

Colagem do aparelho fixo

O que marca o início do tratamento ortodôntico é a colagem do aparelho fixo.

É neste dia que nós sentimos que realmente começamos o tratamento. Os dentes ficam doloridos, descobrimos como a comida gruda no aparelho e como a cera ortodôntica pode ser salvadora.

Mas também é neste dia que sentimos ter dado o primeiro passo para ter um sorriso mais bonito, para nos livrarmos daquele dente que estraga nossas fotos ou daquele diastema que parece chamar a atenção de todo mundo.

O processo de colagem do aparelho fixo é relativamente simples e não dói nada.

Inicialmente os dentes são condicionados com um ácido, que prepara a superfície do esmalte para o adesivo. É um procedimento que não compromete a saúde e resistência dos dentes.

Depois de condicionado, o dente recebe a aplicação de um adesivo líquido e então o bracket é colocado na posição com um pouco de resina na sua base.

Por fim, a resina é polimerizada com luz alógena (aquela luz azul) e o bracket está colado.

Esse processo se repete para cada dente até que toda a arcada esteja colada.

Então,o arco pode ser colocado e a movimentação ortodôntica começa.

Essa descrição é de uma colagem direta, que é a mais comum em ortodontia. Mas há a alternativa de se fazer uma colagem indireta dos brackets. Nessa técnica o aparelho é montado primeiro no modelo do paciente para depois ser transferido para a boca.

É assim que começa o tratamento ortodôntico com o aparelho fixo.

Se o seu está começando agora, desejo-lhe tudo de bom!

Um abraço!

Dr. Andre Moreira

Aparelho Ortodontico no Facebook

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Estarei esperando por vocês.

Um forte abraço,

Dr. Andre Moreira

Desgastes interproximais no tratamento ortodôntico

Desgastes interproximais e a sua aplicação nos tratamentos ortodônticos

Olá amigos do Ortodontista.net,

Recebi recentemente uma pergunta sobre a segurança de se fazer desgastes interproximais com o objetivo de reduzir a largura dos dentes para o alinhamento das arcadas.

Este procedimento pode ser chamado de “desgastes interproximais“, “slice” ou “strip” e é largamente usado na ortodontia atualmente.

Quando é indicado fazer desgastes interproximais?

Desgastes interproximais são indicados quando a falta de espaço na arcada não é tão grande que justifique extrações dentárias. Em vez de extrair dois pré-molares e criar um espaço de 8 mm de cada lado, pode-se reduzir a largura de alguns dentes obtendo dois a três milímetros, por exemplo.

Este recurso também é usado quando os dentes apresentam um formato muito triangular, o que pode criar uma instabilidade no resultado do tratamento. Nestes casos os desgastes interproximais vão aumentar a estabilidade do resultado.

Existem ainda diversas outras situações onde o ortodontista pode usar desgastes interproximais, mas vamos nos concentrar em como se faz o procedimento.

Como são feitos os desgastes interproximais?

Dois fatores são muito importantes em relação aos desgastes. Em primeiro lugar, que a indicação seja correta. Em segundo lugar, que o desgaste seja realizado com bastante cuidado para evitar danificar o dente.

O desgaste pode ser feito com tiras de lixa manualmente, o que leva mais tempo, mas é mais seguro por ser um processo lento.

Esta técnica com tiras de lixa de aço é mais usada em dentes anteriores.

Também podemos usar discos de lixa acionados por motor que permitem um desgaste mais rápido. Neste caso é necessário um cuidado redobrado pois um movimento em falso pode desgastar o dente de forma errada.

O desgaste com disco também é mais indicado para dentes anteriores.

Nos dentes posteriores é necessário um cuidado maior ao desgastar para que não se perca a convexidade das paredes.

A técnica usada nesses casos é chamada de recontorno ou reanatomização.

O desgaste é feito com motor de alta rotação e brocas bem finas. É ainda mais difícil. O recomendado é que se use separadores alguns dias antes, para criar espaço entre os dentes.

Os separadores são usados da mesma forma que na confecção de bandas ortodônticas assim evita-se danos aos dentes vizinhos.

Quanto à quantidade de desgaste, podemos dizer que é fundamental que o esmalte não seja totalmente removido.

A expessura do esmalte pode variar um pouco de uma pessoa para outra e de um dente para outro, mas podemos considerar que 0,25 mm é uma quantidade de desgaste segura para cada face do dente na maioria dos casos.

Também é indicado o uso de discos de lixa ultra-finos ou tiras de lixa de poliéster para acabamento afim de reduzir as rugosidades produzidas nas faces desgastadas. Este cuidado reduz o risco de cárie por acúmulo de placa bacteriana.

Quais os riscos de se fazer esses desgastes interproximais?

O primeiro risco que devemos observar é a indicação errada.

Mesmo que a técnica do desgaste seja aplicada corretamente, é necessário que haja a indicação.

Se, por exemplo, o caso é para extrações e o ortodontista decide fazer desgastes, que vão criar menos espaço, o resultado não será alcançado.

Então é preciso estar certo que que o desgaste é realmente a melhor opção para o caso.

Uma vez que a indicação esteja correta, passamos à parte técnica.

Um risco é alterar a anatomia do dente de forma errada. Além de comprometer a estética, pode lavar à impacção de alimentos (nos dentes posteriores), predisposição à cáries ou inflamação gengival.

O segundo risco é o desgaste exagerado, que pode levar à sensibilidade dentinária.

Mas, se tudo for feito corretamente, é possível obter espaço extra sem criar sensibilidade, aumentar o risco de cáries ou estragar a anatomia do dente.

Concluindo, este é um procedimento eficaz e seguro quando os limtes são respeitados e vem sendo usado cada vez mais pelos ortodontistas com resultados positivos.

Um abraço,

Dr. Andre Moreira