Quantos dentes de leite tem uma criança?

Quantos dentes de leite tem uma criança?

Todos os pais e mães acabam um dia passando pela experiência de remover um dentinho de leite do seu filho.

É nessa hora que normalmente paramos para pensar no assunto.

De uma hora para outra nos deparamos com dúvidas que nunca estiveram nas nossas mentes:

O dente de leite tem raiz? A raiz ficou lá dentro? Onde está o dente permanente que vai substituir o dente perdido? Quantos dentes faltam para cair? Vai haver espaço para os permanentes? Os dentes de leite são sempre menores?

Escrevi esse post para tentar ajudar com todas as possíveis dúvidas dos pais sobre os dentes de leite.

Vamos à primeira pergunta:

Quantos dentes de leite tem uma criança?

A dentição decídua (nome técnico para os dentes de leite) é composta por 20 dentes, sendo 10 superiores e 10 inferiores.

Contando do centro para o fundo, cada arcada tem: Dois incisivos centrais, dois incisivos laterais, dois caninos e quatro molares (primeiro e segundo molar).

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Dente de leite atrapalha a erupção do permanente?

Um dente de leite que demora muito para cair pode realmente interferir na erupção do dente permanente correspondente?

Vamos iniciar este post pensando em uma situação bastante comum:

Em uma criança com 6 ou 7 anos, os pais percebem que os incisivos inferiores permanentes estão nascendo por trás dos dentes de leite sem que estes estejam moles.

Por que isso acontece?

Os dentes permanentes erupcionaram assim por que os de leite não foram arrancados no momento certo?

Enfim, o dente de leite pode atrapalhar a erupção do dente permanente?

O que os pais devem fazer nessa situação?

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Amamentação e crescimento facial da criança

De todos os benefícios que conhecemos sobre a amamentação, existe um que costuma ser esquecido: A relação entre o aleitamento materno e o desenvolvimento facial.

A amamentação é o primeiro exercício da musculatura facial (lábios, língua e bochechas) do recém-nascido. E devemos lembrar que o trabalho muscular estimula o crescimento ósseo.

A amamentação estimula o desenvolvimento dos maxilares.

Durante a sucção o bebê é obrigado a :

  1. Manter os lábios firmemente colados ao seio materno para evitar o vazamento do leite, isso promove o fortalecimento da musculatura labial que vai ser responsável pelo vedamento labial passivo no futuro (dormir de boca fechada, por exemplo).
  2. Usar a língua para deglutir estimulando o crescimento transversal (largura) do maxilar superior e a maturação da musculatura lingual (evitando problemas na fala e deglutição).
  3. Levar a mandíbula (arcada inferior) para frente e para trás repetidamente para “ordenhar” o seio materno estimulando o crescimento ântero-posterior da mandíbula (ou seja, o queixo da criança cresce para frente).

E ainda precisa respirar pelo nariz ao mesmo tempo. Isso estimula o desenvolvimento das fossas nasais e seios maxilares garantindo uma passagem mais ampla para o ar no futuro.

Um bom desenvolvimento das vias respiratórias afasta a chance da criança se tornar uma respiradora bucal.

Por isso, crianças amamentadas têm menos chances de ter atresia da maxila (arcada superior estreita), mordida aberta, travamento mandibular (queixo pequeno) e apinhamentos (falta de espaço para os dentes), entre muitos outros problemas.

Este tema é muito extenso e merece uma atenção especial por parte dos pais.

É preciso que fique claro que muitos dos problemas de desenvolvimento facial das crianças podem ser evitados com o aleitamento materno.

Mães com dificuldades de amamentar podem procurar ajuda com profissionais de fonoaudiologia para evitar a interrupção deste estímulo ao desenvolvimento da face do recém nascido.

Se a amamentação não foi possível ou foi feita por um período muito curto, é importante se informar sobre a idade ideal para iniciar o tratamento ortodôntico da criança e desta forma, impedir que problemas importantes se instalem durante o desenvolvimento facial.

Qual a idade ideal para iniciar o tratamento de crianças?

Qual é a idade certa para iniciar o tratamento ortodôntico de crianças?

Esta é uma pergunta que gera alguma polêmica pois nem todos os ortodontistas vêem a questão da mesma maneira.

Alguns ortodontistas consideram que um tratamento precoce (entre seis e oito anos) com aparelhos móveis (Ortopedia Funcional dos Maxilares) acaba ficando muito longo desnecessariamente e vêem os tratamentos mais tardios com aparelhos ortopédicos (propulsores mandibulares e aparelhos extra-bucais) associados a ortodontia fixa, como uma alternativa mais eficaz. …Continue lendo…