Disjunção palatina – Fechamento do diastema com resina restauradora

fechamento de diastema após disjunção palatina

O diastema central que é criado durante a disjunção palatina (ou expansão rápida de maxila) é um problema estético para a maioria das pessoas que passa por este procedimento.

E como na disjunção ocorre a ruptura da sutura palatina, não é recomendável que o ortodontista tente fechar este diastema rapidamente pois os dentes precisariam ser puxados para o centro, exatamente sobre a sutura rompida, onde não há osso.

Esta movimentação poderia criar problemas para as raízes destes dentes além de retrações e defeitos no desenho das gengivas.

É necessário aguardar alguns meses para que o osso se forme naquela região e o espaço então pode ser fechado sem dificuldade.

Mas como resolver o problema estético do diastema central (relacionado à disjunção palatina) enquanto os dentes não podem ser movimentados para fechá-lo?

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Disjuntores Palatinos

Disjuntores palatinos são aparelhos usados na disjunção palatina, que é um procedimento usado na ortodontia para aumentar a largura da maxila (arcada superior), o que pode ser muito útil na correção de mordidas cruzadas e na obtenção de espaço.

Como este é um recurso muito utilizado pelos ortodontistas, eu sempre recebo perguntas relacionadas à disjunção palatina e aos aparelhos usados para fazer a disjunção, os dijuntores palatinos.

Disjuntores Palatinos

Os disjuntores palatinos são aparelhos que se fixam aos primeiros molares e aos primeiros pré-molares através de bandas e possuem um parafuso expansor que ao ser ativado produz uma força de expansão da arcada superior.

Na imagem vocês podem ver um disjuntor palatino do tipo Hirax.

O disjuntor palatino Hirax se caracteriza por ser todo em metal, o que facilita bastante a higienização.

Existem outros disjuntores palatinos como o Haas e o Mc Namara que são parecidos e funcionam praticamente da mesma maneira.

Disjuntor palatino Hirax

Disjuntor palatino Hirax

Os disjuntores palatinos submetem a arcada superior (maxila) à uma força de expansão rápida e esta sofre uma ruptura da sutura palatina mediana.

É como se o palato (o céu da boca) fosse cortado ao meio e as duas metades separadas.

Como resultado temos o aumento da largura da arcada e o aparecimento de um diastema central (os incisivos centrais se separam).

Os dijuntores palatinos do tipo Haas apresentam partes em resina acrílica, que aumentam a superfície de contato entre o aparelho e a mucosa. Isso aumenta a efetividade, mas dificulta a higiente.

Disjuntor Palatino Haas

Disjuntor Palatino Haas

Apesar de ser possível fazer disjunção palatina em adultos, quanto mais precoce for o tratamento, maiores as chances de sucesso.

Riscos da disjunção palatina

Se a disjunção palatina não acontece (ou seja, se a sutura não se rompe), a força do aparelho pode trazer alguns problemas para os dentes como retrações gengivais.

Para reduzir o risco de problemas como este, o ortodontista precisa saber a idade esquelética do paciente , para avaliar a maturidade óssea e o fechamento da sutura. Isso é feito através de uma radiografia do punho.

Mas além disso, é preciso monitorar o processo, que é uma expansão rápida da maxila, e pode criar problemas se a resposta óssea não for a esperada.

Os dijuntores palatinos do tipo Mc Namara são ainda mais abrangentes, envolvendo os dentes com resina.

Disjuntor tipo Mc Namara

Disjuntor tipo Mc Namara

Disjuntores palatinos – ativação

O tratamento costuma ser feito com ativações diárias do parafuso por um período de uma a duas semanas.

O parafuso separa as duas metades do aparelho em 1/4 de milímetro a cada ves que é ativado.

É essa speparação, feita de forma rápida, que promove a ruptura da sutura palatina e permite a disjunção.

Depois o disjuntor palatino deve ser mantido na boca sem ser ativado por três a quatro meses. Mas isso pode variar dependendo do caso.

Limpeza dos disjuntores palatinos

É importante que o paciente limpe corretamente o disjuntor. Principalmente quando o aparelho tem uma parte de resina em contato com a mucosa do palato.

Pode ser usada uma seringa plástica sem agulha para injetar água entre o aparelho e a mucosa e assim remover os resíduos de alimentos.

Além disso, uma boa escovação, fio dental e bochechos com atissépticos bucais.

Para um entendimento mais completo de como é feita esta disjunção da arcada superior, eu recomendo o infográfico sobre expansão rápida de maxila aqui no Blog.

Espero que esta informação seja útil para vocês.

Até o próximo post!

Dr. Andre Moreira

Veja mais sobre tratamentos ortodônticos clicando aqui:

ortodontista.net

Os Terríveis Triângulos Negros

Estou escrevendo este post baseado na pergunta da Catarina, que estava incomodada com esses triângulos negros que surgiram entre os dentes, durante o tratamento ortodôntico.

O que são os triângulos negros?

Os triângulos negros estão bem representados nas imagens abaixo:

Quando os incisivos (superiores ou inferiores) têm o formato triangular, estes espaços podem se formar mostrando o escuro do fundo da boca.

Isso também pode acontecer em outros dentes, mas é nos incisivos que o problema aparece mais, por ficarem mais visíveis.

Podemos observar que na primeira figura o triângulo negro é bem menor. Isso acontece por que os dentes têm um formato menos triangular que os da segunda imagem. Ou seja, na primeira imagem as paredes laterais (faces proximais) dos incisivos são mais paralelas. Na segunda imagem, há uma divergência maior, dando um aspecto de triângulo ao dente.

É fácil notar que os dentes já estão se tocando no ponto de contato, por isso não é possível aproximá-los mais usando elásticos e fazendo força.

As paredes divergentes dos dentes triangulares formam um espaço na forma de um outro triângulo invertido entre os dois dentes.

Observa-se na imagem abaixo os triângulos desenhados para facilitar a visualização daquilo que chamamos de “dentes triangulares”.

triangulos negros

triangulos negros

Papila Gengival

A papila gengival é esta ponta de gengiva que se projeta entre os dentes. Por baixo dessa gengiva, temos uma espícula óssea, uma projeção de osso que leva o tecido gengival a preencher esses espaços triangulares entre os dentes.

A perda ou redução da papila resulta na aparição dos espaços triangulares, quando os dentes têm o mesmo formato.

Diversos fatores podem provocar uma redução na altura da papila gengival:

A perda óssea típica do envelhecimento é um desses fatores.

É comum haver uma redução na altura do osso alveolar (aquele que sustenta os dentes) com o passar do tempo. Nessas condições, a gengiva, que é sustentada pelo osso, acompanha esse movimento, expondo os triângulos negros.

Outra situação frequente é a correção ortodôntica de dentes muito apinhados.

Quando há um apinhamento na arcada, os dentes encontram-se “trepados” uns sobre os outros e muitas vezes não sobra nenhum espaço para a formação de osso entre esses dentes.

Então, na medida em que a arcada vai sendo alinhada, esses espaços vão se revelando.

Ainda podemos citar as retrações gengivais como outro fator relacionado à presença dos triângulos negros.

Como resolver o problema estético dos triângulos negros?

A solução mais eficaz, quando se está em tratamento ortodôntico, é o desgaste interproximal.

Usando lixas em tira ou disco, pode-se reduzir a divergência das paredes laterais dos dentes deixando-os com um aspecto menos triangular e mais retangular.

Com as paredes mais paralelas, é possível aproximar mais os dentes, fechando os espaços triangulares.

Algumas vezes a confecção de restaurações estéticas de resina ou porcelana (facetas e lentes de contato) podem ser uma alternativa para disfarçar os espaços.

O aumento do volume da papila gengival, através da aplicação de ácido hialurônico, pode ser outra opção.

Eventualmente, dois ou mais recursos podem ser usados no mesmo paciente, para alcançar o melhor resultado estético.

É importante lembrar que este é um problema apenas estético e não traz riscos à saúde dos dentes.

Dificuldade em manter o diastema central fechado

Esta postagem é para responder a pergunta do Renan que está reproduzida abaixo:

Usei aparelhos duas vezes, acabo de tirar e vou colcolar o móvel.mas o problema é que pela segunda vez, assim que eu tirei o aparelhos meus dentes da frente estam ficando separados novamente, como era antes, de eu usar aparelho, eu acho que pode ser problema na gengiva, ou na membrana vertical que tens entre o lábio e a gengiva está inserida um pouco abaixo do normal e por isso os dentes estão afastados. Quais problemas que existem nesse caso , o que Sr. me indica, qual a cirurgia correta que posso esta fazendo?
Desde já agradeço